A espécie a responsável por mais de 90% dos casos mundiais e pelas formas mais graves da doença
O fotógrafo Sebastião Salgado morreu, nesta sexta-feira, aos 81 anos, devido a um distúrbio sanguíneo causado por uma infecção por malária em 2010. A doença, que tem um impacto significativo no mundo, tem ganhado novas armas importantes para a sua prevenção, com as aprovações inéditas de vacinas para o parasita desde 2021. No entanto, as doses não são úteis para o Brasil.
Os dois únicos imunizantes que existem hoje no mundo contra a malária– o RTS,S/AS01, também conhecido como Mosquirix, da GSK, e o R21/Matrix-M, desenvolvido pela Universidade de Oxford – têm como alvo o plasmodium falciparum, um dos parasitas causadores de malária, mas que não é o mais prevalente no Brasil.
A espécie a responsável por mais de 90% dos casos mundiais e pelas formas mais graves da doença. No entanto, no Brasil, segundo o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, 82,5% das infecções são provocadas pelo plasmodium vivax, uma outra espécie que não é prevenida pelas vacinas atuais.
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Por isso, pesquisadores têm buscado desenvolver uma dose para o plasmodium vivax que poderá ser útil no contexto brasileiro. Uma vacina chamada Vivaxin, desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Centro de Tecnologia de Vacinas (CTAVacinas), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), já teve o pedido de patente solicitado.

Foto: Reprodução
A dose, no entanto, ainda não entrou no estágio de estudos clínicos em humanos, que são divididos em três etapas e avaliam a segurança e a eficácia da vacina. Apenas após completar todas as fases o imunizante pode ter o aval para uso solicitado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo informações do Ministério da Saúde, a malária é uma doença infecciosa causada por parasita do gênero Plasmodium, que podem ser transmitidos para humanos pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles (mosquito-prego).
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Os sintomas da malária incluem febre intermitente, calafrios, suor intenso, fadiga, dores musculares e, em alguns casos, náuseas e vômitos. Uma característica do tipo de malária no Brasil é a formação de hipnozoítos, formas dormentes do parasita que permanecem no fígado e podem causar recaídas meses ou até anos após a infecção inicial.
Fonte: G1