A seca, que durante muito tempo foi associada apenas às regiões mais áridas do planeta, vem ganhando força e se transformando em um problema de escala global. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que a frequência e a duração dos períodos de estiagem aumentaram quase 30% desde o ano 2000.
No Brasil, o cenário também preocupa. Em julho, as cinco regiões do país registraram algum nível de seca, com diferentes intensidades. Na Amazônia, o alerta é ainda maior após as estiagens históricas registradas em 2023 e 2024, quando rios atingiram níveis recordes de baixa, comunidades ficaram isoladas e o transporte e o abastecimento foram prejudicados.
A possibilidade de um El Niño mais intenso em 2026 aumenta a preocupação com a ocorrência de novos períodos de estiagem. O fenômeno pode contribuir para temperaturas mais elevadas, redução das chuvas e aumento do risco de queimadas, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
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Os impactos da seca não ficam restritos ao meio ambiente. A redução dos níveis dos rios pode comprometer a mobilidade de comunidades ribeirinhas, dificultar o transporte de mercadorias e afetar o acesso a serviços básicos, tornando o problema também uma questão social e econômica.
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O avanço das secas estará entre os principais assuntos debatidos na COP17 da Desertificação, que começa neste domingo (17), em Ulaanbaatar, na Mongólia. O encontro deverá reunir representantes de diferentes países para discutir medidas de prevenção, adaptação e combate aos efeitos cada vez mais intensos da estiagem.