Empresas pedem antecipação de R$ 103,5 milhões para formar estoque de combustível antes do período mais crítico da estiagem
A redução do nível dos rios no Amazonas começa a preocupar empresas responsáveis pelo abastecimento de usinas termelétricas movidas a diesel. A dificuldade para transportar o combustível durante a estiagem pode comprometer o fornecimento de energia em municípios que dependem dessas unidades.
As empresas VP Flexgen e Powertech solicitaram à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a antecipação de recursos que somam R$ 103,5 milhões para a compra de aproximadamente 17 milhões de litros de diesel. A estratégia é formar estoques antes do período mais severo da seca, previsto para outubro e novembro.
A VP Flexgen pediu R$ 71,3 milhões para adquirir 12,9 milhões de litros de combustível. A empresa opera usinas em Humaitá, Nova Olinda do Norte, Borba, São Gabriel da Cachoeira e Autazes. Já a Powertech solicitou recursos para a compra de outros 4,2 milhões de litros de diesel.
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A preocupação está principalmente na logística. Com os rios mais baixos, embarcações utilizadas para transportar grandes volumes de combustível podem encontrar restrições de navegação, dificultando a chegada do diesel aos municípios atendidos pelas termelétricas.
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Os pedidos ainda estão sob análise da Aneel e não houve confirmação de aprovação dos valores. Segundo informações divulgadas inicialmente pela Folha de S.Paulo, a antecipação é defendida pelas empresas como uma medida preventiva para garantir o estoque de combustível antes do agravamento da estiagem.