Agência declarou o ressurgimento da febre hemorrágica altamente contagiosa como uma emergência de saúde pública global
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (19) que a Organização Mundial da Saúde (OMS), agência da ONU da qual Donald Trump retirou os EUA, demorou a identificar um surto mortal de ebola na África. A agência de saúde da ONU declarou o ressurgimento da febre hemorrágica altamente contagiosa como uma emergência de saúde pública global e convocou uma reunião urgente sobre a crise.
— Obviamente, essa situação será gerenciada pelo CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) e pela OMS, que infelizmente reagiu um pouco tarde — disse Rubio.
Na segunda-feira (18), o país anunciou que reforçará as precauções para prevenir a propagação do ebola por meio da realização de controles sanitários em aeroportos para passageiros das zonas afetadas. Além disso serão implementadas restrições de entrada para portadores de passaportes não americanos que tenham viajado para Uganda, a RDC ou o Sudão do Sul durante os últimos 21 dias.
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O secretário de Estado declarou que os Estados Unidos, que destinaram cerca de 13 milhões de dólares (65,4 milhões de reais) em ajuda após cortes drásticos no ano passado, esperam abrir cerca de 50 clínicas para tratar o ebola na República Democrática do Congo, o país que investiga mais casos.
— É um pouco difícil chegar lá porque fica numa área rural... e num local de difícil acesso, num país devastado pela guerra — disse Rubio.
Ainda na segunda-feira, o diretor da OMS, Matthew Kavanagh, afirmou que a resposta americana até agora havia sido "decepcionante".
— O governo afirmou que poderia negociar acordos bilaterais e substituir a capacidade da OMS com esforços internos. Este surto demonstra claramente que essa é uma estratégia fracassada — declarou à AFP.
Os Estados Unidos alertaram seus cidadãos para que evitem viajar para a região afetada.
Em uma de suas primeiras decisões ao retornar à presidência no ano passado, Trump iniciou a retirada dos EUA da OMS, que ele criticou duramente por sua resposta à Covid-19. Os Estados Unidos deixaram a agência oficialmente no fim de janeiro deste ano.
Não existe vacina ou tratamento terapêutico para a cepa Bundibugyo do vírus ebola, responsável pelo surto declarado no final da semana passada.
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O ebola matou mais de 15.000 pessoas na África nos últimos 50 anos.