Adiar a vontade de fazer cocô tende a prejudicar a saúde intestinal, segundo explica o coloproctologista Danilo Munhóz
Especialistas em coloproctologia chamam atenção para os riscos de segurar a vontade de evacuar por longos períodos, um hábito que pode causar complicações sérias no sistema digestivo e na saúde intestinal.
De acordo com médicos, adiar repetidamente a evacuação pode levar à constipação crônica, episódio em que as fezes ficam ressecadas e difíceis de eliminar. Isso aumenta a pressão no reto e no cólon, favorecendo dores, desconforto e sensação de inchaço abdominal.
O principal prejuízo apontado pelos especialistas está relacionado à alteração do funcionamento normal do intestino. Quando as fezes permanecem por muito tempo no cólon, o corpo continua a absorver água, deixando as fezes ainda mais duras e aumentando a dificuldade de evacuar no momento seguinte.
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Além disso, o hábito de segurar o cocô pode desencadear ou agravar hemorroidas, pequenas veias inflamadas no reto e no ânus que podem causar dor, sangramento e incômodo durante a evacuação. Em casos mais graves, a pressão constante pode contribuir para fissuras anais, que são pequenas lacerações na mucosa e também provocam dor e sangramento.
Especialistas alertam que a sensação de evacuar deve ser atendida o mais rapidamente possível para manter a saúde intestinal e evitar complicações. Mudanças simples na rotina, como aumento de fibras na dieta, ingestão adequada de água e prática regular de atividade física, podem facilitar o trânsito intestinal e reduzir a necessidade de adiar a evacuação.

O hábito de postergar a vontade de fazer cocô
prejudica a saúde (Foto: Reprodução)
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A recomendação é procurar um médico se a constipação for persistente ou acompanhada de sintomas preocupantes, como dor intensa, sangramento retal ou perda de peso, para avaliação e tratamento adequado.