Até agora, são 16 diretórios da federação União-PP e do Republicanos com o partido do filho de Jair, contra nove que caminharão com o atual presidente
Mesmo sem declarar apoio nacional a nenhum dos principais candidatos à Presidência, partidos do Centrão vêm se movimentando nos estados e firmando mais acordos eleitorais com Flávio Bolsonaro (PL) do que com Lula (PT). A estratégia mantém as legendas livres para negociar alianças regionais de acordo com os interesses de cada estado.
O movimento acontece em meio à disputa cada vez mais acirrada pela Presidência da República. Enquanto Flávio busca ampliar seu espaço entre partidos de centro e centro-direita, Lula tenta preservar sua base e garantir palanques fortes nos estados. A neutralidade adotada por siglas do Centrão permite que os diretórios regionais escolham o candidato que melhor se encaixa em suas alianças locais.
Na prática, a estratégia tem favorecido o candidato do PL em diferentes estados. Levantamentos sobre as alianças mostram que o Centrão já fechou quase o dobro de acordos estaduais com Flávio em comparação com Lula, apesar de não existir uma coligação nacional formal entre essas forças.
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A movimentação também tem impacto direto na estrutura das campanhas. O apoio de partidos do Centrão pode representar mais palanques regionais, maior presença de lideranças políticas e, dependendo da composição, reforço no tempo de propaganda eleitoral. Flávio, porém, enfrenta dificuldades para conquistar uma adesão nacional dessas siglas, que preferem manter margem de negociação.
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Com o calendário eleitoral avançando, Lula e Flávio disputam não apenas votos, mas também o apoio das forças políticas que podem ser decisivas nos estados. A tendência é que novas alianças sejam definidas nas próximas semanas, mantendo o Centrão como peça importante na corrida presidencial de 2026.