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Semana será de tensão, tarifas, e programas de apoio às empresas atingidas
Foto: Reprodução

Essa é uma semana cheia, além da entrada em vigor na quarta-feira do tarifaço que vai atingir quase 60% das exportações brasileiras, o governo deve anunciar, até quarta-feira, o que fará para socorrer exportadores e produtores mais atingidos pela elevação da taxa para 50%, evento que não era esperado.

 

Neste domingo, Jamieson Greer, representante comercial da Casa Branca, que é um órgão que sempre teve muito poder, falou que não está havendo negociação, que as tarifas são definitivas. A declaração reforça que este é um ato hostil do governo americano, feito da pior forma possível, com exigências descabidas, fora do campo da economia e do comércio. Portanto, há pouco espaço para agir.

 

Há a possibilidade de uma reunião esta semana entre o ministro Fernando Haddad e o secretário de Comércio americano, Scott Bessent, se isso acontecer, pode significar um começo de conversa. A questão é que é muito difícil saber quem é o interlocutor que tem, de fato, o mandato de Donald Trump para negociar.

 

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As coisas saem da cabeça de Trump, de um círculo muito íntimo, e não está claro quais são os melhores interlocutores nessa situação. Greer sinaliza que os EUA estão fechados para negociação.

 

Muitos se perguntam porque o governo brasileiro não foi para Washington como fez, por exemplo, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. Modi pediu uma conversa, foi recebido, mas não conseguiu muita coisa.

 

Donald Trump disse na semana passada à repórter Raquel Krähenbühl , da TV Globo, que conversaria com Lula na hora que ele quisesse. Mas o fato é que uma conversa entre presidentes não acontece bem assim, de forma voluntariosa, há a diplomacia. É necessária uma preparação para uma conversa proveitosa, que não seja usada por Donald Trump para humilhar o presidente brasileiro, como fez com vários chefes de Estado como os de Canadá, África do Sul e Ucrânia recebidos no Salão Oval.

 

O rito para essas conversas, presidente a presidente, começa, normalmente, com um diálogo entre o secretário de Estado e o ministro das Relações Exteriores do Brasil sobre qual vai ser o clima desse encontro ou ligação.

 

O vice-presidente Geraldo Alckmin conversaria tanto com o secretário de Comércio, Howard Lutnick, quanto com Jamieson Greer sobre o que vai estar na mesa de negociação, enquanto o ministro Fernando Haddad discutiria com Bessent a possibilidade retirada ou suspensão de sanções.

 

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Enfim, é preciso que esse segundo escalão de alto nível, o vice-presidente e os ministros estejam à mesa, antes de uma conversa entre Lula e Trump, para que não seja mais um momento de exibição de poder e grosseria do presidente americano.  

 

Fonte: O Globo

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