Eleitor amazonense terá dois votos para o cargo em 4 de outubro; saiba a ordem de votação, os números e as principais regras para escolher os senadores
O Amazonas terá nove candidatos na disputa por duas vagas ao Senado Federal nas eleições de 2026. No dia 4 de outubro, os eleitores deverão escolher dois nomes diferentes para representar o Estado em Brasília. Como serão duas votações para o cargo, é necessário prestar atenção aos números digitados na urna eletrônica.
Na primeira votação para senador, o eleitor deverá digitar o número de três dígitos do candidato escolhido e apertar “Confirma”. Em seguida, a urna apresentará novamente o cargo para uma segunda escolha. O procedimento deverá ser repetido com outro candidato. Se a mesma pessoa for escolhida nas duas oportunidades, o primeiro voto será considerado válido e o segundo será anulado.
Os nove concorrentes são Capitão Alberto Neto (PL), 222; Dailson Corrêa (DC), 277; Eduardo Braga (MDB), 155; Evandro de Oliveira (PSTU), 161; Ismael Munduruku (Rede), 181; Plínio Valério (PSDB), 455; Professora Evany (PSOL), 500; Wilson Lima (União Brasil), 444; e Xuxa do Amazonas (Mobiliza), 333.
Veja também
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QUEM SÃO OS CANDIDATOS
Capitão Alberto Neto (PL) – 222
Deputado federal pelo Amazonas desde 2019, Alberto Barros Cavalcante Neto já disputou a Prefeitura de Manaus em 2020 e 2024. Na Câmara dos Deputados, também exerceu a função de vice-líder do governo Jair Bolsonaro. Esta é a primeira candidatura dele ao Senado.
Dailson Corrêa (DC) – 277
Comerciante, Dailson de Queiroz Corrêa já participou da política municipal no interior do Amazonas. Foi eleito vice-prefeito de Novo Airão em 2004 e voltou a disputar o cargo em 2008. Em 2016, concorreu à Prefeitura do município.
Eduardo Braga (MDB) – 155
Carlos Eduardo de Souza Braga ocupa uma cadeira no Senado desde 2011 e busca a reeleição. Sua trajetória política começou como vereador de Manaus, em 1982, e inclui mandatos de deputado estadual e federal, vice-prefeito e prefeito de Manaus e governador do Amazonas. Também comandou o Ministério de Minas e Energia entre 2015 e 2016.
Evandro de Oliveira (PSTU) – 161
José Evandro de Oliveira é técnico em mecânica e disputa o Senado pela primeira vez. Segundo registros eleitorais, foi candidato a deputado federal pelo Amazonas em 2018.
Ismael Munduruku (Rede) – 181
Liderança indígena, Ismael Franklin Gonçalves concorre pela primeira vez ao Senado. Em 2022, disputou uma vaga de deputado federal pelo Amazonas, mas não foi eleito.
Plínio Valério (PSDB) – 455
Francisco Plínio Valério Tomaz é senador desde 2019 e tenta permanecer no cargo. Antes de chegar ao Senado, foi vereador de Manaus e exerceu mandato de deputado federal como suplente em 2013.
Professora Evany (PSOL) – 500
Maria Evany do Nascimento é professora do Ensino Médio e disputa uma vaga no Congresso Nacional pela primeira vez. Em 2024, concorreu ao cargo de vereadora de Manaus.
Wilson Lima (União Brasil) – 444
Wilson Miranda Lima deixou o cargo de governador do Amazonas em abril de 2026 para disputar uma vaga no Senado. Em 2020, foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a Operação Sangria, da Polícia Federal, que investigou suspeitas relacionadas à compra de respiradores durante a pandemia.
Xuxa do Amazonas (Mobiliza) – 333
Milton Rogério Moreira Pinto é militar reformado e concorre ao Senado pela primeira vez. Já disputou eleições para vereador de Manaus em 2008, 2012 e 2016, ficando como suplente. Também aparece entre os sócios fundadores do Amazonas Futebol Clube, criado em 2019.
POR QUE O ELEITOR TERÁ DOIS VOTOS PARA SENADOR?
Cada estado e o Distrito Federal possuem três senadores, com mandatos de oito anos. As cadeiras são renovadas de forma alternada: em uma eleição é renovado um terço do Senado e, quatro anos depois, os outros dois terços.
Em 2026, duas das três vagas de cada estado estarão em disputa. Por isso, cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes. Ao todo, 54 senadores serão eleitos neste pleito.
COMO VOTAR CORRETAMENTE?
Os candidatos ao Senado utilizam números de três dígitos. Depois de digitar o número, o eleitor deve conferir na tela o nome, a fotografia, o cargo e a sigla partidária antes de apertar “Confirma”.
Não existe voto apenas na legenda para senador. O eleitor precisa escolher diretamente um candidato.
Também não é permitido votar em candidatos de outro estado. A escolha fica restrita aos concorrentes às vagas correspondentes ao domicílio eleitoral do eleitor.
E OS SUPLENTES?
Cada candidato ao Senado concorre acompanhado de dois suplentes. A urna apresenta informações referentes ao titular e aos suplentes, mas o voto é direcionado ao candidato titular. Os suplentes podem assumir o mandato em situações previstas na legislação.
Não há segundo turno para senador. Os dois votos são definidos no primeiro turno, em 4 de outubro, pelo sistema majoritário de maioria relativa. Os candidatos mais votados ocupam as vagas disponíveis.
O mandato dos senadores é de oito anos. Os eleitos em 2026 assumirão o cargo em 2027 e terão mandato até 2035.
CELULAR NÃO PODE SER LEVADO À CABINE
Para evitar erros durante a votação, o eleitor pode preparar uma colinha de papel com os números dos candidatos e levá-la à cabine. O uso de celular ou câmera dentro da cabine de votação é proibido.
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Antes de sair de casa, também é possível consultar os números dos candidatos e seus respectivos suplentes em canais oficiais da Justiça Eleitoral e em fontes institucionais de informação sobre as eleições.