Representantes do setor de combustíveis afirmam que preços praticados pela Petrobrás podem gerar desabastecimento de combustível
O setor de combustíveis está em alerta para um possível risco de desabastecimento de diesel em algumas regiões do Brasil. A preocupação aumentou após a diferença entre os preços praticados pela Petrobras e os valores internacionais superar R$ 3,89 por litro, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).
De acordo com a entidade, a defasagem torna a importação do diesel pouco atrativa para empresas privadas. O Brasil depende de produtos importados para complementar a oferta nacional, já que as refinarias não têm capacidade suficiente para atender sozinhas à demanda, especialmente em períodos de maior consumo no setor de transporte e no agronegócio.
A situação também é influenciada pela alta do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent voltou a superar US$ 100 em meio às tensões no Oriente Médio, aumentando os custos de importação e pressionando toda a cadeia de combustíveis. A Petrobras, por sua vez, anunciou nesta semana um reajuste de R$ 1 por litro no diesel, mas o governo regulamentou um subsídio de mesmo valor para evitar impacto imediato no consumidor.
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Apesar do alerta dos importadores, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) afirma que, até o momento, não existem indícios de desabastecimento de diesel no mercado nacional. A entidade, porém, acompanha a situação diante da expectativa de aumento da demanda durante os períodos de plantio e colheita e destaca a importância da manutenção das importações.
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A preocupação agora está concentrada nas próximas semanas, principalmente caso a defasagem de preços continue e as importações diminuam. Segundo representantes do setor, a combinação entre dependência de produtos externos, alta do petróleo e menor atratividade para importadores pode pressionar a oferta regional, enquanto o governo e as empresas monitoram o mercado para evitar problemas no abastecimento.