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Setor de serviços despenca no Amazonas e acumula retração de 4,4% em 2026
Foto: Divulgação

Volume de serviços no Estado caiu 2,8% em agosto, na comparação com julho, enquanto o Brasil registrou recuo de apenas 0,1%; resultado amazonense também ficou abaixo do desempenho da maioria dos estados do Norte.

O volume de serviços no Amazonas caiu 2,8% em agosto de 2026, na comparação com julho, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interrompeu a recuperação registrada no mês anterior, quando o setor havia avançado 6,2% no Estado.

 

O desempenho amazonense ficou abaixo da média nacional. No mesmo período, o volume de serviços no Brasil apresentou retração de 0,1%, considerando a série com ajuste sazonal.

 

Na comparação com agosto de 2025, o cenário também foi desfavorável para o Amazonas. O Estado registrou queda de 4% no volume de serviços, enquanto o País apresentou crescimento de 0,6%.

 

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Entre janeiro e agosto de 2026, a retração acumulada no Amazonas chegou a 4,4%. No Brasil, o setor avançou 1,7% no mesmo intervalo. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a queda amazonense foi ainda maior, alcançando 5,6%, enquanto o resultado nacional apontou expansão de 2,2%.

 

O levantamento do IBGE mostra que o desempenho do setor de serviços em agosto foi diferente entre os estados da Região Norte. Enquanto o Amazonas registrou queda de 2,8%, outras unidades da região apresentaram crescimento.

 

Rondônia liderou os resultados positivos do País, com alta de 5,6%. Também tiveram expansão Acre, com 2,6%; Roraima, com 2,4%; Amapá, com 2,1%; e Pará, com 0,9%.

 

Na direção contrária, Tocantins registrou a maior queda do Brasil em agosto, com retração de 7,4%.

 

O cenário também evidencia dificuldades para o setor amazonense no acumulado dos últimos 12 meses. Rondônia apresentou crescimento de 6,5%, seguida por Roraima, com 4,7%; Amapá, com 3,9%; Acre, com 2,6%; e Pará, com 0,3%.

 

Tocantins teve queda de 5,8%. Com isso, Amazonas e Tocantins foram os únicos estados da Região Norte a apresentar resultados negativos nesse indicador.

 

O QUE A PESQUISA DO IBGE MEDE

 

A Pesquisa Mensal de Serviços acompanha a evolução do setor de serviços empresariais não financeiros no Brasil, permitindo observar mudanças na atividade econômica ao longo do tempo.

 

O levantamento abrange diferentes segmentos, incluindo serviços prestados às famílias, informação e comunicação, serviços profissionais, administrativos, transportes e outras atividades.

 

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Os resultados ajudam a avaliar o comportamento do setor de serviços, um dos componentes da economia, e permitem comparar o desempenho dos estados com o resultado nacional. 

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