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Setor de serviços recua 1,2% em março e resultado fica abaixo das expectativas
Foto: Reprodução

Maior queda foi na atividade de transportes (-1,7%). No acumulado do ano, porém, volume expandiu 2,3%

O setor de serviços brasileiro registrou queda de 1,2% em março de 2026 na comparação com fevereiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interrompe o cenário de estabilidade observado no mês anterior e ficou pior do que as projeções do mercado financeiro.

 

De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), todas as cinco atividades analisadas apresentaram retração no período, com destaque negativo para o segmento de transportes, que caiu 1,7% e teve o maior impacto sobre o desempenho geral do setor.

 

Além dos transportes, também registraram queda os serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%), informação e comunicação (-0,9%), outros serviços (-2,0%) e serviços prestados às famílias (-1,5%).

 

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Especialistas apontam que o recuo reflete uma desaceleração gradual da economia brasileira após meses de crescimento moderado. O cenário de juros elevados, inflação persistente e redução do ritmo de consumo tem pressionado diferentes áreas da atividade econômica. Segundo o IBGE, o setor acumula queda de 1,7% desde outubro de 2025, mês em que atingiu o ponto mais alto da série histórica. Nos últimos cinco meses, foram registradas quatro quedas e apenas um período de estabilidade.

 

Apesar do desempenho negativo em março, o setor ainda apresentou crescimento de 3% na comparação com o mesmo mês do ano passado, registrando o 24º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação anual.

 

Setor de serviços recua 1,2% em março, diz IBGE

 

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, os serviços cresceram 2,3% em relação ao mesmo período de 2025. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a expansão ficou em 2,8%, mantendo ritmo semelhante ao registrado anteriormente. O segmento de transportes foi diretamente impactado pela queda no transporte rodoviário de cargas e também pela retração no transporte aéreo de passageiros. Dados do IBGE mostram que o transporte de passageiros caiu 3,4% em março, enquanto o transporte de cargas recuou 1%.

 

Economistas também relacionam o resultado ao impacto da política monetária restritiva, com a taxa Selic em patamar elevado, o que reduz o consumo e desacelera investimentos em diversos setores da economia.

 

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Fotos: Reprodução

 

Outro fator apontado por analistas envolve mudanças climáticas e dificuldades logísticas que afetaram a agricultura e o transporte de mercadorias em algumas regiões do país, especialmente no Norte e Nordeste.

 

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Mesmo diante da queda mensal, o setor de serviços ainda opera acima do nível pré-pandemia, embora já apresente sinais mais claros de perda de ritmo após o forte crescimento observado nos últimos anos. 

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