Ferramentas de inteligência artificial estão criando cópias digitais realistas de pessoas, levantando dilemas sobre privacidade, consentimento e identidade
Cada trend que você participa na internet aumenta a quantidade de parâmetros que as inteligências artificiais têm de você. Uma brincadeira despretensiosa (como fazer fotos de casal) ou uma necessidade (dar um toque profissional a uma imagem) nos faz subir voluntariamente nossas imagens e nossas vozes nas IAs. Mas, será que isso é seguro?
Uma simples foto do filho da repórter Nicole Nguyen, do The Wall Street Journal, levou-a a uma reflexão inquietante. A imagem era fofa: o filho dela vestido de duende. Mas havia um detalhe perturbador, a imagem não era real.
Segundo ela relata, o gesto parecia inofensivo, mas levantou uma questão importante: até onde temos controle sobre nossa própria imagem na era da inteligência artificial?
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As políticas de privacidade de gigantes como Meta, Google e OpenAI permitem que imagens de usuários sejam usadas para aperfeiçoar sistemas de IA. E, com o avanço das ferramentas de geração de vídeo e foto, bastam poucos segundos de gravação para que surja um clone digital capaz de agir, falar e até se emocionar como você. Tudo criado por algoritmos!

Foto: Reprodução
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Em um experimento, a jornalista testou o aplicativo Sora, que cria vídeos usando avatares realistas. Bastaram alguns segundos diante da câmera para que a IA gerasse uma versão dela estrelando cenas absurdas, de um discurso no Oscar a uma fuga cinematográfica. O resultado era convincente o bastante para enganar amigos e familiares.
Fonte: Olhar Digital