Astrônomos usaram dados já coletados pelo observatório Alma para procurar sinais artificiais em frequências mais altas. Nenhuma transmissão foi encontrada, mas trabalho abre um novo caminho na busca por civilizações fora da Terra
Uma nova pesquisa ampliou a busca por possíveis sinais de vida inteligente fora da Terra ao analisar uma faixa de rádio que, durante décadas, recebeu pouca atenção dos cientistas. O estudo utilizou dados já registrados pelo telescópio ALMA, localizado no Chile, para procurar sinais que pudessem indicar a existência de tecnologia extraterrestre.
Tradicionalmente, os projetos de busca por inteligência extraterrestre concentram as observações em uma região conhecida como “faixa da água”, localizada entre emissões naturais de hidrogênio e hidroxila. A nova estratégia, no entanto, direcionou a análise para frequências mais altas e sinais extremamente estreitos, características que poderiam indicar uma origem tecnológica.
Os pesquisadores analisaram quatro conjuntos de observações e não encontraram nenhum sinal que pudesse ser considerado uma transmissão alienígena. Mesmo assim, o resultado não significa que não exista vida inteligente no Universo. A pesquisa apenas mostra que nenhum sinal foi detectado nas regiões e frequências analisadas.
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Um dos principais avanços do estudo foi a ampliação da quantidade estimada de estrelas observadas. Com a aplicação de um modelo da estrutura da Via Láctea, os cientistas estimaram que os dados analisados poderiam abranger mais de 6,1 milhões de estrelas, número muito superior às 288 mil inicialmente contabilizadas.
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Para os pesquisadores, a descoberta reforça a importância de ampliar as frequências investigadas e de reaproveitar dados astronômicos já armazenados. A busca por sinais de vida inteligente continua sem uma confirmação, mas os cientistas afirmam que explorar novas regiões do espectro de rádio pode aumentar as chances de encontrar uma possível mensagem vinda de uma civilização extraterrestre.