Policiais penais apontam tratamento diferenciado à influenciadora, incluindo cela isolada, chuveiro exclusivo e alimentação distinta.
O Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) denunciou supostos privilégios concedidos à influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra durante o período em que ela esteve custodiada na Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte da capital paulista.
Segundo o sindicato, Deolane teria recebido tratamento diferenciado enquanto permaneceu cerca de 14 horas na unidade prisional, entre a tarde de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira, antes de ser transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado.
Entre as supostas regalias apontadas estão a adaptação de uma cela exclusiva, instalação de chuveiro elétrico privativo, disponibilização de cama de ferro com colchão e travesseiro diferenciados, além de melhorias estruturais no espaço onde a influenciadora permaneceu.
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Policiais penais também afirmam que houve restrição de acesso de servidores ao local e recepção especial por parte da direção da unidade. Relatos enviados ao sindicato ainda mencionam que Deolane teria consumido alimentação destinada aos agentes penitenciários, e não a refeição servida às demais detentas.
A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo informou que a custódia foi realizada em cumprimento à decisão judicial, que reconheceu o registro ativo da influenciadora como advogada. A pasta afirmou que a atuação da secretaria se limitou ao cumprimento das determinações legais e judiciais, mas não confirmou se irá abrir investigação sobre as denúncias.
Já a Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo destacou que o Estatuto da Advocacia prevê recolhimento em sala de Estado-Maior ou local equivalente para advogados presos preventivamente, antes de condenação definitiva.
Deolane Bezerra foi presa em uma operação conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital. Segundo as investigações, a influenciadora teria relação com movimentações financeiras atribuídas ao grupo criminoso.
O sindicato pediu abertura de procedimento administrativo para apurar os fatos e eventual responsabilização de servidores envolvidos. A entidade argumenta que possíveis privilégios podem comprometer a credibilidade do sistema prisional e ferir o princípio da igualdade no tratamento de presos.
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A defesa da influenciadora sustenta que ela é inocente e busca na Justiça a conversão da prisão preventiva em domiciliar. Entre os argumentos apresentados está o fato de Deolane ser mãe de uma criança de 9 anos.