Apesar do nome alarmante, não é perigoso, não é doloroso e não é sinal de que algo esteja errado com o cérebro
Você já estava quase dormindo e, de repente, ouviu um barulho alto como um tiro, uma porta batendo ou até uma explosão dentro da própria cabeça? Acorda assustado, com o coração acelerado, mas percebe que está tudo em silêncio. Essa experiência, apesar de assustadora, é mais comum do que parece e tem nome: síndrome da cabeça explosiva.
Trata-se de um distúrbio do sono do tipo parassonia, que ocorre na transição entre o sono e a vigília. A pessoa tem a sensação de ouvir um som extremamente alto, como se viesse de dentro da cabeça, mas não há nenhum ruído externo. Os episódios costumam acontecer quando a pessoa está prestes a dormir ou acordando e podem incluir flashes de luz, sensação de choque no corpo ou leve desconforto.
Apesar do susto, a condição não é perigosa e geralmente não causa dor. O maior impacto é o medo, já que muitos acreditam estar sofrendo um AVC, uma convulsão ou algo grave. Na realidade, especialistas apontam que o fenômeno pode estar ligado a falhas momentâneas no processo em que o cérebro “desliga” durante o sono, gerando uma espécie de curto-circuito na percepção sensorial.
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A síndrome é mais comum do que se imagina e pode atingir pessoas de qualquer idade, embora seja mais frequente após os 50 anos e em quem sofre com insônia, ansiedade ou estresse elevado. Estima-se que uma parcela significativa da população já tenha vivenciado pelo menos um episódio ao longo da vida.
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Na maioria dos casos, não é necessário tratamento específico. A recomendação é melhorar a qualidade do sono, reduzir o estresse e manter hábitos saudáveis. Procurar um médico é indicado apenas se os episódios forem frequentes, muito intensos ou acompanhados de outros sintomas, já que, apesar do nome assustador, a síndrome da cabeça explosiva é considerada inofensiva.