Um integrante das forças de segurança da Síria monta guarda na base de Abu Duhur, próxima às Colinas de Golã e atacada por Israel no dia 18
O chanceler da Síria, Assad al-Shaibani, e o chefe do Mossad, Roman Gofman, teriam se reunido neste domingo na Jordânia, poucos dias após um ataque israelense contra uma base aérea no noroeste da Síria. O encontro não foi confirmado oficialmente, mas fontes diplomáticas e do governo sírio afirmaram que a reunião ocorreu.
Segundo as fontes, a conversa teve como objetivo discutir formas de evitar novos confrontos entre Síria e Israel. Entre as possibilidades estaria a criação de uma “sala de operações especiais” na Jordânia, sob supervisão dos Estados Unidos.
Veja também

Terremoto de 5,9 atinge região de Tóquio e deixa dezenas de feridos no Japão
Irã executa homem condenado por espionagem e ligação com grupos de oposição
A reunião ocorreu depois que Israel bombardeou a base abandonada de Abu Duhur, alegando que a ação tinha como objetivo impedir uma possível mobilização de tropas turcas no local. A Turquia, porém, negou que estivesse planejando enviar forças para a instalação.
O ataque provocou críticas até mesmo dos Estados Unidos. O enviado especial americano para a Síria, Tom Barrack, classificou a ofensiva como uma “escalada desnecessária” que não contribui para a estabilidade da região. O episódio também provocou uma troca de críticas entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
Desde a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, Israel realizou centenas de ataques contra alvos na Síria. O país também deslocou tropas para uma zona-tampão monitorada pela ONU que, durante décadas, separou as forças israelenses e sírias nas Colinas de Golã.
As forças israelenses também realizaram diversas incursões em território sírio e afirmam que pretendem manter tropas em uma chamada “zona de segurança” no sul do país.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Nesse cenário, o encontro entre representantes de Síria e Israel surge como uma tentativa de reduzir as tensões e evitar uma escalada envolvendo também a Turquia, em meio à crescente disputa militar na região.