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SOMP pode aumentar risco de infarto e AVC, aponta estudo com mais de 2 milhões de mulheres
Foto: Reprodução

Síndrome ovariana metabólica poliendócrina está associada a outros problemas de saúde

A síndrome ovariana metabólica poliendócrina (SOMP), novo nome da antiga síndrome dos ovários policísticos (SOP), pode estar diretamente associada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). A conclusão é de um estudo publicado na revista científica The Lancet Obstetrics, Gynaecology and Women's Health, que analisou dados de mais de dois milhões de mulheres.

 

De acordo com a pesquisa, pacientes diagnosticadas com SOMP apresentam um risco 2,5 vezes maior de sofrer infarto ou AVC em comparação com mulheres sem a condição. O levantamento também identificou que essas pacientes têm uma probabilidade 3,4 vezes maior de desenvolver um ataque isquêmico transitório (AIT), considerado um importante sinal de alerta para um futuro AVC.

 

Os pesquisadores ainda observaram que a síndrome também está relacionada ao desenvolvimento da doença arterial periférica, condição caracterizada pelo estreitamento ou bloqueio das artérias fora do coração, principalmente nas pernas.

 

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Um dos principais achados do estudo é que esse aumento do risco cardiovascular ocorre independentemente da presença de outros fatores conhecidos, como hipertensão, colesterol elevado ou diabetes. Segundo os autores, a própria síndrome representa um fator de risco para essas complicações.

 

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"Minhas pacientes frequentemente presumiam ter cistos nos ovários, mas, na verdade, pessoas com SOMP apresentam um aumento de folículos que podem se parecer com cistos. Embora o termo 'policístico' fosse inadequado, os efeitos da SOMP vão muito além da saúde ginecológica", afirmou.

 

Segundo a especialista, a mudança de nomenclatura busca refletir melhor o impacto da doença sobre diversos hormônios do sistema endócrino e incentivar uma abordagem médica mais ampla, incluindo a prevenção de doenças cardiovasculares.

 

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Os autores reforçam que mulheres diagnosticadas com SOMP devem manter acompanhamento médico regular e adotar hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e controle dos fatores de risco cardiovasculares, para reduzir as chances de complicações no futuro. 

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