Marco Buzzi está afastado das funções no STJ desde fevereiro, após acusações de crimes sexuais apresentadas por duas mulheres. Ele será julgado neste caso em 6 de agosto
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a investigar o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no inquérito que apura um suposto esquema de venda de decisões judiciais.
Buzzi está afastado do STJ desde fevereiro deste ano e já é alvo de outras investigações. O magistrado é acusado de importunação e assédio sexual por duas mulheres. A defesa nega as acusações e afirma que não há provas de qualquer irregularidade.
A investigação sobre a suposta venda de sentenças busca apurar se o ministro teria alguma relação com decisões judiciais que beneficiaram pessoas específicas. A autorização do STF permite que a Polícia Federal avance nas diligências e analise possíveis conexões entre magistrados, servidores e pessoas envolvidas no esquema.
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Marco Buzzi deverá ser julgado em 6 de agosto pela Corte Especial do STJ em um processo administrativo disciplinar relacionado às denúncias de crimes sexuais. Entre as possíveis punições está a aposentadoria compulsória. A Procuradoria-Geral da República defende a aplicação da medida.
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O caso de Buzzi ocorre em meio ao avanço de investigações sobre suspeitas de venda de decisões judiciais no STJ. Outro ministro da Corte, Paulo Dias de Moura Ribeiro, também passou a ser investigado pela Polícia Federal. A defesa de Buzzi afirma que ele não tem relação com atividades de familiares e que não é investigado no caso de venda de sentenças.