Ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, do STJ, acusado de assédio sexual
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou para o dia 6 de agosto o julgamento do ministro afastado Marco Buzzi, alvo de duas acusações de assédio sexual. Em parecer encaminhado ao STJ, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a aposentadoria compulsória de Buzzi – penalidade máxima prevista atualmente na Lei Orgânica da Magistratura Nacional – dentro de uma sindicância interna do Tribunal. Buzzi nega as acusações.
A PGR endossou as acusações de duas mulheres contra Buzzi: uma jovem de 18 anos, que o acusa de tentar agarrá-la numa praia de Balneário Camboriú (SC), em janeiro deste ano, durante férias com a família do próprio ministro; e uma servidora que trabalhou no gabinete de Buzzi como secretária e relatou sete episódios de assédio e importunação sexual ocorridos entre 2023 e 2025, conforme informou o blog.
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Na avaliação de ministros do tribunal ouvidos reservadamente pelo blog, o parecer da PGR é contundente, expõe a fragilidade dos argumentos de Buzzi e dá força à tese de punição disciplinar numa das maiores crises de imagem enfrentadas pelo tribunal em sua história, em um momento em que o STJ “frequenta” as páginas policiais por conta de outro escândalo – a investigação sobre um esquema de venda de sentenças judiciais.
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“Acho muito difícil o Buzzi escapar de uma consequência”, prevê um ministro do STJ ouvido em caráter reservado.