O STJ não analisou o mérito do habeas corpus de Deolane Bezerra, e a defesa promete recorrer; outro pedido da influenciadora será julgado pelo TJSP na próxima terça-feira (27).
A defesa de Deolane Bezerra sofreu mais um revés na Justiça nesta quarta-feira (21). O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu não conhecer o pedido de habeas corpus apresentado pelos advogados da influenciadora e advogada, deixando de analisar o mérito da solicitação.
Segundo a decisão, o pedido foi considerado substitutivo do recurso previsto para contestar a medida judicial. Em manifestação ao Metrópoles, a defesa classificou a decisão como monocrática e de natureza estritamente processual.
Os advogados voltaram a questionar a necessidade da prisão preventiva de Deolane, investigada por suspeitas de lavagem de dinheiro e de envolvimento com uma organização criminosa. Para a defesa, não existem elementos que justifiquem a manutenção da medida, considerada desnecessária, desproporcional e ilegal.
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A equipe jurídica também afirmou que dois relatórios da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) apontam possíveis incompatibilidades entre as condições de custódia da influenciadora e as prerrogativas profissionais previstas na Lei nº 8.906/1994. A defesa informou que pretende recorrer da decisão do STJ.
Um novo pedido de habeas corpus de Deolane está previsto para ser julgado na próxima terça-feira (27), pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
Entre os principais pontos apresentados pelos advogados estão o pedido para que o caso seja transferido para a Justiça Federal e a solicitação de anulação das decisões anteriores tomadas pela Justiça estadual, caso a mudança de competência seja reconhecida.
O julgamento poderá representar uma nova etapa na estratégia jurídica da defesa, que busca reverter a prisão preventiva e questionar a competência do juízo responsável pelo processo.
DEOLANE É INVESTIGADA POR SUSPEITA DE LAVAGEM DE DINHEIRO
De acordo com as informações divulgadas, Deolane foi presa preventivamente em 21 de maio de 2026, durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo.
A influenciadora é suspeita de integrar o núcleo financeiro de uma organização criminosa e de lavar dinheiro supostamente proveniente de atividades ilegais ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As suspeitas ainda dependem de apuração judicial.
Atualmente, ela está custodiada no Pavilhão Especial da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista. A prisão preventiva foi mantida pela Justiça de São Paulo em agosto.
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Em julho, o TJSP já havia negado, por unanimidade, outro pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. Com a nova decisão do STJ, os advogados afirmam que continuarão buscando medidas judiciais para contestar a prisão.