Volante do Flamengo foi julgado por entrada dura em Rodrigo Castillo, enquanto Mattheus Montenegro respondeu por críticas à arbitragem; decisões foram tomadas por unanimidade.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) absolveu, nesta quinta-feira (15), o volante Erick Pulgar, do Flamengo, e o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, após as polêmicas envolvendo o clássico entre as equipes pelo Campeonato Brasileiro. Os dois foram julgados por episódios distintos ocorridos durante e depois da partida disputada no domingo (11).
Pulgar foi denunciado por causa de uma entrada dura no atacante Rodrigo Castillo, do Fluminense. No lance, o chileno atingiu a perna do adversário com a sola da chuteira e recebeu cartão amarelo do árbitro Rafael Rodrigo Klein. A decisão de não expulsar o jogador provocou reclamações do clube tricolor e levou o caso ao tribunal desportivo.
O volante foi enquadrado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de conduta violenta durante uma partida. A 4ª Comissão Disciplinar decidiu, por unanimidade, absolver o atleta. Entre os argumentos apresentados no julgamento, prevaleceu o entendimento de que o lance já havia sido avaliado pela arbitragem em campo.
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Com a decisão, Pulgar está liberado para continuar defendendo o Flamengo no Campeonato Brasileiro. A absolvição, no entanto, ocorreu em primeira instância e ainda pode ser contestada pela procuradoria do STJD por meio de recurso.
No mesmo julgamento, o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, também foi absolvido. O dirigente havia sido denunciado por declarações contundentes contra a arbitragem após a partida. Ele classificou a atuação do árbitro como “um lixo” e “uma merda”, além de questionar a não expulsão de Pulgar e a não marcação de possíveis pênaltis para o time tricolor.
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A defesa de Montenegro argumentou que as declarações representavam críticas à qualidade da arbitragem, e não ataques à integridade pessoal do profissional. O relator do caso, auditor Gabriel Fonseca, considerou que as manifestações estavam relacionadas à liberdade de expressão. O clássico terminou com vitória do Flamengo por 1 a 0, no Maracanã, e as decisões do STJD encerraram os julgamentos em primeira instância, sem impedir eventuais recursos.