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Sumiço de prefeita e vice em Ipixuna levanta dúvidas após contrato milionário no Amazonas
Foto: Divulgação

Presidente da Câmara assume gestão e homologa licitação de R$ 5,5 milhões em meio à falta de explicações oficiais.

A ausência da prefeita Paula Augusta e da vice-prefeita Rute Monteiro tem provocado incertezas administrativas no município de Ipixuna. Sem qualquer comunicado oficial sobre afastamento, licença ou substituição temporária, o presidente da Câmara Municipal, Francisco Saraiva, conhecido como Altemir, assumiu interinamente a chefia do Executivo e tomou decisões de grande impacto financeiro.

 

Entre os atos assinados por ele está a homologação e adjudicação do Pregão Presencial nº 013/2026, que prevê a aquisição de materiais de expediente e papelaria, totalizando mais de R$ 5,5 milhões. O despacho foi assinado no dia 14 de abril e publicado no Diário Oficial dos Municípios no dia seguinte, formalizando contratos com nove empresas fornecedoras.

 

A movimentação chamou atenção não apenas pelo valor elevado, mas também pela falta de transparência quanto à mudança de comando. Até o momento, não há registros oficiais no Diário Oficial que expliquem o afastamento da prefeita e da vice. Nas redes sociais, ambas também não se manifestaram sobre o tema, o que reforça o clima de incerteza. A vice-prefeita, inclusive, manteve apenas publicações rotineiras, sem qualquer referência à situação administrativa.

 

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O contrato prevê a compra de cerca de 360 itens, incluindo materiais básicos como papel A4, envelopes, colas, corretivos, fitas, pastas, tintas para carimbo, TNT, cartolina e outros produtos de uso administrativo e escolar. No entanto, os quantitativos chamam atenção: são mais de 9 mil apontadores, 9 mil borrachas, 2,8 mil réguas de 60 cm e mais de 4 mil pacotes de copos descartáveis números considerados elevados para um município de pequeno porte.

 

 

Além das quantidades, os valores unitários também levantam suspeitas. Alguns produtos aparecem com preços acima da média de mercado, como a caixa de papel A4 (com 10 resmas), cotada em aproximadamente R$ 365, e reabastecedores para pincel de quadro branco por cerca de R$ 223. Há ainda itens como TNT estampado com valores significativamente superiores aos praticados normalmente, o que pode indicar possível sobrepreço.

 

A divisão dos contratos também evidencia a dimensão dos gastos. A empresa H A de Aguiar Ltda concentra o maior valor, com mais de R$ 1,6 milhão. Outras empresas receberam quantias expressivas, variando entre cerca de R$ 244 mil e mais de R$ 760 mil, distribuídas entre fornecedores de Manaus e do próprio município.

 

 

Diante desse cenário, a ausência das principais gestoras, somada à realização de uma licitação milionária sem explicações públicas, levanta questionamentos sobre governança, transparência e planejamento na administração municipal. O caso deve chamar a atenção de órgãos de controle e da população local, que aguarda esclarecimentos sobre a condução da gestão e a legalidade dos atos praticados no período. 

 

 

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