Anvisa alerta que promessas nas redes podem afastar pacientes do cuidado adequado; a suplementação tem uma finalidade nutricional
Suplementos alimentares vendidos com a promessa de combater a resistência à insulina não devem ser tratados como medicamentos. Especialistas alertam que produtos comercializados com ingredientes como berberina, cromo, canela e outros compostos podem até ser estudados por seus possíveis efeitos no metabolismo, mas não substituem o acompanhamento médico nem os tratamentos indicados para cada paciente.
A resistência à insulina ocorre quando as células do organismo passam a responder menos ao hormônio responsável por ajudar a controlar a quantidade de glicose no sangue. Como consequência, o pâncreas pode produzir mais insulina para compensar essa dificuldade. O quadro está associado ao aumento do risco de pré-diabetes, diabetes tipo 2 e outras alterações metabólicas.
Alguns suplementos ganharam popularidade justamente por serem divulgados nas redes sociais como alternativas naturais para melhorar a sensibilidade à insulina. A berberina, por exemplo, é alvo de pesquisas sobre possíveis efeitos na glicemia, mas a existência de estudos não significa que o produto possa ser utilizado livremente como substituto de um tratamento prescrito.
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Outro problema é que suplementos podem apresentar riscos quando usados sem orientação. A composição, a concentração dos ingredientes e a interação com medicamentos precisam ser consideradas, especialmente por pessoas que já utilizam remédios para controlar a glicose ou possuem outras condições de saúde.
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Para controlar a resistência à insulina, mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono adequado e controle do peso quando necessário, podem fazer parte da estratégia de tratamento. A avaliação individual por profissionais de saúde é fundamental para identificar a causa do problema e definir a conduta mais adequada.