Suplente de deputado estadual pelo PT, Pedro Lobo pediu sua desfiliação da legenda após ter sido acusado de importunação sexual
O suplente de deputado estadual Pedro Lobo (PT) que estava no centro de uma denúncia de importunação sexual após ser detido no início de fevereiro comunicou oficialmente sua desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT) em uma carta enviada à direção estadual da sigla no Ceará.
O político havia sido suspenso temporariamente pelo partido após uma mulher de 33 anos registrou queixa de que ele teria encostado as partes íntimas nela durante o desembarque de um voo no Aeroporto de Juazeiro do Norte, no interior do Ceará, o que levou à sua detenção pela Polícia Federal.
Na carta, Lobo afirmou sentir “uma profunda tristeza” e disse que, apesar de mais de 20 anos de filiação ao PT, decidiu se desligar da legenda para evitar que sua situação repercutisse de forma negativa no contexto político, especialmente em ano pré-eleitoral.
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Ele afirmou ainda que sua saída não representa uma ruptura com os valores e ideias que sempre defendeu, mas sim um gesto de “responsabilidade política”, argumentando que não queria ser usado como instrumento para “fragilizar o partido ou criar constrangimentos políticos”.
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Antes do pedido de desligamento, o PT Ceará havia suspendido a filiação do suplente enquanto durasse a apuração dos fatos, instaurando uma sindicância ética interna para investigar o caso sob os princípios de ampla defesa e contraditório. O caso segue sob investigação, com Lobo defendendo que as acusações não correspondem à verdade e destacando sua disposição em colaborar com a apuração dos fatos.