Ministro da Fazenda comentou decisão da Suprema Corte americana durante visita à Índia
A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de suspender a aplicação de tarifas recíprocas globais impostas pelo governo de Donald Trump foi vista pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como um passo importante para restabelecer a normalidade nas relações entre Brasil e Estados Unidos.
A declaração foi feita neste sábado, durante agenda oficial na Índia, onde Haddad integra a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ministro, independentemente da reação do governo americano à decisão judicial, o Brasil seguirá construindo “uma ponte robusta” para retomar o equilíbrio diplomático entre os dois países.
Haddad destacou que os mais de 200 anos de amizade entre Brasil e Estados Unidos não podem ser comprometidos por razões ideológicas e afirmou que o governo brasileiro continuará apostando no diálogo jurídico e diplomático.
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A fala ocorreu na abertura do encontro empresarial Brasil-Índia, realizado em Nova Délhi, que reuniu mais de 800 participantes dos dois países. Lula encerra a visita oficial à Índia com reunião com o primeiro-ministro Narendra Modi e, no domingo, segue para Seul, na Coreia do Sul.
Sobre a reação de Trump, que anunciou a aplicação de uma nova tarifa de 10%, Haddad minimizou os impactos para o Brasil. Segundo ele, como a medida atinge todos os países, a competitividade brasileira não seria prejudicada.
O ministro afirmou ainda que as tarifas acabam penalizando o próprio consumidor americano, que consome produtos brasileiros no dia a dia, como alimentos e itens de grande circulação. Ele disse que o governo já percebia que a questão caminharia para um desfecho mais equilibrado.
Em meio a especulações sobre uma possível candidatura ao governo de São Paulo, Haddad evitou tratar de política interna e concentrou seu discurso nas ações econômicas do atual mandato.
Ao falar sobre as relações internacionais, o ministro foi direto: o Brasil quer parcerias maduras com Ásia, Europa e Estados Unidos, baseadas em vantagens mútuas. Segundo ele, o país não pode ser “quintal de ninguém” e precisa manter autonomia dentro de um cenário de multilateralismo, cooperação e equilíbrio geopolítico.
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Haddad concluiu dizendo que está otimista com o futuro do Brasil no cenário internacional e confiante na retomada de uma relação estável com os Estados Unidos.