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Saúde
Surto de ebola passa de mil casos no Congo e já deixa mais de 250 mortos
Foto: Reprodução

Resistência à testagem e falta de saneamento dificultam o controle do surto. Nessa semana, um bebê de seis meses morreu pela doença

A República Democrática do Congo confirmou mais de mil casos de ebola em meio a um surto que já preocupa autoridades de saúde e organizações humanitárias. Ao todo, são 1.003 registros da doença e 254 mortes, segundo dados divulgados no último domingo (21).

 

O avanço da doença ocorre em meio a dificuldades no controle da transmissão, como a resistência de parte da população à realização de testes e as condições precárias de saneamento em áreas afetadas.

 

Na última semana, um caso chamou atenção: uma bebê de apenas seis meses morreu após ser diagnosticada com ebola no leste do país. Outras mortes também foram registradas em um campo de deslocados na região.

 

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O surto foi declarado oficialmente em maio, mas autoridades afirmam que o vírus pode estar circulando há mais tempo em áreas vulneráveis, o que dificulta a identificação de todos os casos.

 

A situação é mais grave no campo de deslocados de Kigonze, que abriga milhares de pessoas que fugiram de conflitos armados. No local, há relatos de superlotação, falta de saneamento básico e condições que favorecem a disseminação de doenças infecciosas.

 

Trabalhadores da Cruz Vermelha se preparam para enterrar Vanisa Anifa, uma menina órfã de 6 meses que morreu de Ebola, no Cemitério de Bigo, em Bunia, Congo, sexta-feira, 19 de junho de 2026. — Foto: AP/Moses Sawasawa

Foto: AP/Moses Sawasawa

 

Organizações internacionais alertam que a combinação entre baixa testagem, infraestrutura precária e cortes em financiamentos humanitários tem dificultado o controle da doença.

 

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As autoridades de saúde tentam ampliar o rastreamento de contatos e a testagem de suspeitos, mas enfrentam desafios em uma região marcada por instabilidade e dificuldade de acesso. 

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