NOTÍCIAS
Internacional
Surto de salmonela ligado a ostras nos EUA acende alerta sobre consumo de frutos do mar crus
Foto: Divulgação

Autoridades americanas registraram 27 casos da infecção e cinco hospitalizações após o consumo de ostras contaminadas; especialistas recomendam evitar mariscos crus e reforçar os cuidados com a higiene e a conservação dos alimentos.

Um surto de salmonela associado ao consumo de ostras cruas nos Estados Unidos levou autoridades de saúde a emitir alertas sobre os riscos de ingerir frutos do mar sem cozimento adequado. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), 27 pessoas adoeceram e cinco precisaram ser hospitalizadas. Até o momento descrito no alerta, nenhuma morte havia sido registrada.

 

Os casos foram identificados em diferentes estados americanos, principalmente nas regiões Nordeste e Sul. A Pensilvânia contabilizou oito ocorrências, enquanto Nova York registrou quatro. As autoridades orientaram consumidores a não ingerir os produtos envolvidos no recolhimento e a descartá-los imediatamente.

 

A investigação relacionou os casos a ostras colhidas pela Little Wicomico Oyster Company, no rio Little Wicomico, na Virgínia, que deságua na baía de Chesapeake. Os produtos foram colhidos entre 18 de setembro e 8 de outubro e comercializados em 15 estados americanos.

 

Veja também 

 

Tribunal Penal Internacional recebe Prêmio Sakharov 2026 por defesa dos direitos humanos

 

Jovem de 18 anos morre após cair de brinquedo em parque de diversões no México. VEJA VÍDEO

 

O alerta sobre a possível contaminação foi emitido em 9 de outubro, quando também houve a suspensão da colheita na região. Estabelecimentos comerciais foram orientados a interromper a venda e o serviço das ostras afetadas.

 

As autoridades recomendam que consumidores que tenham adquirido as ostras incluídas no recolhimento não as consumam, mesmo que apresentem aparência, cheiro e sabor normais. Também é necessário higienizar utensílios, recipientes e superfícies que tenham entrado em contato com os produtos, utilizando água quente e sabão ou uma máquina de lavar louça.

 

O episódio reforça os riscos associados ao consumo de ostras e outros mariscos crus. Como são organismos filtradores, as ostras podem acumular microrganismos presentes na água, incluindo bactérias e vírus capazes de provocar doenças.

 

A contaminação pode ocorrer quando esses animais entram em contato com águas poluídas, inclusive em situações de transbordamento de esgoto. No entanto, as autoridades ainda investigam como a salmonela chegou aos produtos envolvidos no surto.

 

Para diminuir os riscos, a recomendação é consumir ostras, mexilhões, amêijoas e outros mariscos devidamente cozidos. A refrigeração correta e a prevenção da contaminação cruzada durante o preparo também são medidas importantes.

 

OUTROS ALIMENTOS TAMBÉM PODEM TRANSMITIR INFECÇÕES

 

A salmonela é uma bactéria que pode causar uma infecção gastrointestinal conhecida como salmonelose. A transmissão ocorre principalmente pela ingestão de alimentos ou água contaminados.

 

De acordo com informações do Ministério da Saúde, os sintomas geralmente começam entre seis e 72 horas após o consumo do alimento contaminado. Na maioria dos casos, a doença evolui com melhora ao longo de alguns dias, embora a duração e a intensidade dos sintomas possam variar.

 

Entre as manifestações mais comuns estão:

 

Diarreia;

 

Dor e cólicas abdominais;

 

Febre;

 

Náuseas e vômitos;

 

Mal-estar e cansaço;

 

Perda de apetite;

 

Calafrios.

 

Um dos principais riscos é a desidratação, especialmente quando há episódios frequentes de diarreia e vômitos. Crianças pequenas, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido podem apresentar maior risco de complicações.

 

O diagnóstico pode ser confirmado por exames laboratoriais, como a análise de amostras de fezes. O tratamento costuma envolver repouso e reposição de líquidos e eletrólitos. Antibióticos não são necessários em todos os casos e devem ser utilizados conforme avaliação médica, sobretudo quando há infecção grave ou maior risco de complicações.

 

Pessoas com sinais de desidratação, febre elevada, sangue nas fezes, dor intensa ou sintomas persistentes devem procurar atendimento médico. Não é recomendável iniciar antibióticos por conta própria.

 

OUTROS ALIMENTOS TAMBÉM PODEM TRANSMITIR INFECÇÕES

 

Além dos frutos do mar crus, outros alimentos podem carregar microrganismos causadores de intoxicação alimentar quando são contaminados, mal higienizados ou conservados em temperaturas inadequadas.

 

Verduras e saladas prontas para consumo, por exemplo, podem apresentar risco de contaminação por bactérias como Escherichia coli, salmonela e Listeria. Para reduzir o perigo, é importante respeitar as orientações de conservação, verificar a integridade das embalagens e manter os produtos refrigerados quando necessário.

 

A higiene das mãos, dos utensílios e das superfícies de preparo também é fundamental. Carnes e ovos devem ser bem cozidos, e alimentos crus precisam ser mantidos separados daqueles que já estão prontos para consumo.

 

CUIDADOS AO COMER AO AR LIVRE

 

A microbiologista Primrose Freestone, professora de Microbiologia Clínica da Universidade de Leicester, destaca em artigo publicado no site The Conversation que refeições realizadas ao ar livre exigem atenção especial à higiene e à conservação dos alimentos.

 

Em parques, praias e outros espaços abertos, nem sempre há acesso fácil a água corrente e sabão para lavar as mãos. Além disso, insetos e outros animais podem entrar em contato com a comida e transportar microrganismos.

 

Para reduzir os riscos, os alimentos devem permanecer protegidos e os produtos perecíveis precisam ser mantidos refrigerados até o momento do consumo. Também é importante evitar deixar refeições expostas ao calor por períodos prolongados.

 

ATENÇÃO AOS ALIMENTOS SERVIDOS EM BUFÊS

 

Os bufês também exigem cuidados, principalmente quando os alimentos permanecem expostos por muito tempo ou são mantidos em temperaturas inadequadas.

 

A contaminação pode ocorrer pelo contato com utensílios compartilhados, pelas mãos dos clientes e pela exposição dos alimentos a gotículas respiratórias ou insetos.

 

Pratos quentes devem permanecer adequadamente aquecidos, enquanto alimentos frios precisam ser mantidos refrigerados. Como referência de segurança alimentar, preparações quentes devem ser conservadas a aproximadamente 60 °C ou mais, e alimentos perecíveis não devem permanecer à temperatura ambiente por períodos prolongados.

 

A regra geral é evitar alimentos mornos que deveriam estar quentes, preparações sem proteção e produtos cuja conservação seja duvidosa.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram 

 

O surto registrado nos Estados Unidos reforça a importância de cuidados desde a origem dos alimentos até o consumo. Evitar frutos do mar crus, manter a higiene durante o preparo e respeitar as temperaturas de conservação são medidas essenciais para diminuir o risco de infecções alimentares. 

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.