O Ministério da Saúde iniciou a oferta do nirsevimabe no Sistema Único de Saúde (SUS), anticorpo que garante proteção imediata contra o vírus sincicial respiratório (VSR) — principal causador de bronquiolite e internações em bebês.
A estratégia é voltada para recém-nascidos prematuros, com idade gestacional de até 36 semanas e seis dias, além de crianças de até 23 meses com comorbidades. Estão incluídas condições como cardiopatia congênita, broncodisplasia, imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias congênitas das vias aéreas.
Ao todo, cerca de 300 mil doses já foram distribuídas, e, segundo o Ministério da Saúde, todos os estados estão abastecidos para início imediato da aplicação.
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Diferentemente das vacinas tradicionais, o nirsevimabe é um anticorpo pronto, que atua logo após a administração, sem necessidade de o organismo desenvolver resposta imunológica ao longo do tempo.
De acordo com a pasta, a partir de agora o medicamento será oferecido durante todo o ano aos recém-nascidos elegíveis, ainda na maternidade ou durante internação neonatal, desde que o bebê esteja clinicamente estável e não apresente contraindicações para a aplicação intramuscular.
VACINAÇÃO EM GESTANTES TAMBÉM SEGUE DISPONÍVEL
Em dezembro, o Ministério da Saúde também passou a oferecer no SUS a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, com o objetivo de proteger o bebê nos primeiros meses de vida.
Segundo o governo federal, mais de 1 milhão de doses já foram distribuídas, com aproximadamente 425 mil aplicações realizadas até agora.
ANTECIPAÇÃO AO PICO DA BRONQUIOLITE
Com a ampliação das estratégias de prevenção, o Ministério da Saúde busca se antecipar ao pico sazonal da bronquiolite, que costuma ocorrer a partir de março, reforçando a proteção das crianças e reduzindo casos graves e hospitalizações.
O vírus sincicial respiratório é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e por 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos.
Em 2025, o Brasil registrou 43.946 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocados pelo VSR. Desse total, mais de 36.218 hospitalizações ocorreram em crianças com menos de dois anos, o que representa 82,5% dos registros no período.
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A pasta reforça que pais e responsáveis devem procurar as unidades de saúde para verificar se a criança se enquadra nos critérios e garantir a proteção.