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SUS retoma esquema com duas doses de reforço contra a pólio e amplia proteção infantil
Foto: Divulgação

Mudança no calendário vacinal volta a incluir reforços aos 15 meses e 4 anos, com aplicação exclusiva da vacina inativada injetável.

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a adotar, a partir de agosto, um novo esquema de vacinação contra a poliomielite. Todas as crianças de 4 anos deverão receber uma dose adicional de reforço, e o país retoma o modelo com duas doses complementares, agora exclusivamente com a vacina injetável.

 

A atualização foi definida após recomendação da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e divulgada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). O novo formato passa a valer a partir de 3 de agosto.

 

Com a mudança, o esquema vacinal volta a ser composto por três doses iniciais aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade, seguidas de dois reforços, aos 15 meses e aos 4 anos. Todas as aplicações serão feitas com a vacina inativada injetável, substituindo a versão oral que vinha sendo utilizada anteriormente.

 

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Segundo o Ministério da Saúde, a decisão leva em conta o fato de que, em casos raros, o vírus atenuado presente na vacina oral pode sofrer mutações. Por isso, a estratégia de vacinação foi ajustada para reduzir riscos e manter a proteção da população infantil.

 

Especialistas reforçam que o reforço é importante porque a imunidade pode diminuir ao longo do tempo, tornando necessárias doses adicionais para garantir proteção adequada. Em cenários de risco, a vacinação também pode ser ampliada para outras faixas etárias.

 

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, está erradicada no Brasil há 37 anos, com o último caso registrado em 1989. O país recebeu o certificado de eliminação da circulação do vírus em 1994, segundo dados oficiais.

 

Apesar disso, autoridades alertam que o vírus ainda circula em algumas regiões do mundo, o que mantém a necessidade de vigilância e alta cobertura vacinal. Entre 1968 e 1989, o Brasil registrou mais de 26 mil casos da doença.

 

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A vacinação é considerada a única forma eficaz de prevenção contra a poliomielite, que pode causar paralisia permanente e, em casos mais graves, levar à morte. 

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