Elyne de Assis Nogueira foi morta a tiros na noite de segunda-feira (2/11), em Brasiléia (AC)
Um homem apontado como suspeito de executar a médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, foi preso na noite de quinta-feira (5), durante uma operação da Polícia Civil do Acre. Ele foi localizado em uma área rural de Epitaciolândia, município vizinho a Brasiléia, onde a profissional foi assassinada a tiros dentro de um bar, na noite de segunda-feira (2).
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Buzolin, existem fortes indícios de que o homem preso tenha sido o autor dos disparos. A investigação também apura a participação de Francisco Valadares Neto, ex-namorado da médica, apontado como principal suspeito de ter ordenado o homicídio. Até o momento, porém, a ligação entre os dois investigados ainda não foi confirmada.
Francisco, que é advogado e procurador municipal de Brasiléia, foi encontrado desacordado em casa na manhã de terça-feira (3), após uma tentativa de suicídio. Ele foi entubado e transferido para Rio Branco. O homem utiliza tornozeleira eletrônica e já possui condenação por violência doméstica contra outra ex-companheira, a ex-prefeita de Brasiléia Fernanda Hassem.
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O suspeito preso permaneceu em silêncio durante os primeiros procedimentos e ainda deverá passar por interrogatório formal. Segundo o delegado, não houve confissão até agora. Francisco também não foi ouvido por causa de seu estado de saúde. Ele deixou uma carta de despedida, mas o documento não contém confissão sobre a morte da médica. A principal linha de investigação é a de feminicídio, e a polícia apura se o crime teve relação com o antigo relacionamento do casal.
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Elyne estava com amigos em um bar quando um homem usando capacete preto e boné vermelho se aproximou da mesa e efetuou dois disparos. Câmeras de segurança registraram a execução. Testemunhas relataram que a médica tinha medida protetiva contra o ex-companheiro, vinha recebendo ameaças e chegou a acionar o botão do pânico na noite do assassinato. A Polícia Civil também apura por que, apesar do contato telefônico da central de monitoramento, nenhuma equipe teria sido enviada ao local.