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Tarcísio reforça independência da Polícia Civil após críticas de Nunes sobre investigação
Foto: Divulgação

Governador afirmou que operações policiais seguem critérios técnicos e não sofrem interferência do governo estadual.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu nesta terça-feira (2) a autonomia da Polícia Civil diante das críticas feitas pelo prefeito da capital, Ricardo Nunes, sobre uma investigação que apura supostas irregularidades em um contrato da Prefeitura de São Paulo para instalação de pontos de internet wi-fi em comunidades.

 

Durante evento no interior paulista, Tarcísio afirmou que o governo estadual não interfere no trabalho das forças de segurança e destacou que as apurações seguem critérios institucionais.

 

“Quando há uma investigação em andamento e solicitações do Ministério Público, a Polícia Civil atua de forma independente. Esse é um princípio que continuará sendo respeitado”, declarou o governador.

 

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A manifestação ocorre após Ricardo Nunes questionar a operação realizada pela Polícia Civil, que teve como alvo o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e sua representante, Karina Ferreira da Gama. A entidade firmou um contrato de R$ 108 milhões com a administração municipal para a implantação de pontos de acesso à internet em áreas periféricas da cidade.

 

Nunes saiu em defesa da empresária e levantou a hipótese de motivação política por trás da investigação. Segundo ele, Karina é uma profissional respeitada e não deveria ser alvo de suspeitas por manter relações com pessoas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

As investigações apuram possíveis irregularidades no acordo firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e o instituto. Entre os indícios analisados estão suposto superfaturamento, descumprimento de metas contratuais, pagamentos antecipados e falta de capacidade técnica da entidade para executar o serviço.

 

De acordo com a Polícia Civil, enquanto a empresa pública Prodam cobrava cerca de R$ 306 por ponto para manutenção mensal, o contrato com o ICB previa pagamento de R$ 1.800 por ponto, valor considerado acima dos parâmetros praticados no mercado.

 

Os investigadores também analisam a execução do projeto. Segundo o inquérito, apenas parte dos pontos previstos teria sido instalada, mesmo com repasses milionários já realizados pela administração municipal.

 

A operação incluiu mandados de busca em endereços ligados à empresária e também em repartições da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia.

 

O caso ganhou repercussão nacional após surgir em meio a investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal e pela Polícia Federal sobre possíveis conexões entre recursos destinados a entidades privadas e projetos ligados ao entorno político da família Bolsonaro.

 

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Enquanto as apurações seguem em andamento, a Prefeitura de São Paulo nega irregularidades e afirma que o contrato foi firmado dentro dos parâmetros legais. 

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