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Tarifa de Trump ainda afeta vendas de café brasileiro aos EUA mesmo após suspensão
Foto: Divulgação

Mesmo revogada, sobretaxa sobre o café brasileiro provocou queda nas exportações e deixou impactos no mercado internacional.

A sobretaxa imposta pelo governo de Donald Trump sobre o café brasileiro em 2025 continua refletindo nas exportações do setor, mesmo após a medida ter sido suspensa meses depois. Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) apontam que os embarques da commodity para os Estados Unidos ainda registram forte retração neste ano.

 

A tarifa adicional de 40% sobre o café exportado pelo Brasil entrou em vigor entre agosto e novembro de 2025. Durante o período, as exportações para o mercado americano despencaram 54,8% em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior.

 

Mesmo com a revogação da medida em novembro, o cenário ainda não voltou ao normal. No primeiro trimestre de 2026, o volume exportado para os EUA caiu 48,3% em relação ao mesmo período de 2025. Em abril, os embarques somaram US$ 136,4 milhões, retração de 46,1% na comparação anual.

 

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O tarifaço fez parte da política econômica defendida por Trump durante sua campanha presidencial, com foco na taxação de produtos importados. Em agosto, o governo americano ampliou a cobrança sobre diversos produtos brasileiros, incluindo o café, elevando a tarifa total para 50%.

 

Segundo o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, a alta no preço do café nos Estados Unidos pressionou a inflação e ajudou a motivar a retirada da sobretaxa.

 

“Os preços do café subiram muito acima da inflação média americana, o que aumentou a preocupação do governo com os impactos econômicos internos”, afirmou.

 

Os Estados Unidos seguem como o maior consumidor de café do mundo, embora não sejam produtores do grão. Cerca de 76% da população americana consome café diariamente, o que torna o produto estratégico para a economia local.

 

Em fevereiro deste ano, a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas impostas por Trump, alegando falta de autorização do Congresso para a medida. Apesar disso, o setor cafeeiro brasileiro ainda demonstra preocupação com possíveis novas barreiras comerciais.

 

Historicamente, os Estados Unidos lideravam a compra do café brasileiro. Em 2024, o país importou cerca de 8 milhões de sacas, equivalente a 34% das compras americanas do produto. No entanto, após o tarifaço, a participação dos EUA nas exportações brasileiras caiu significativamente.

 

A Alemanha ultrapassou os americanos e se tornou o principal destino do café brasileiro. Enquanto os EUA responderam por 13,43% das exportações em 2025, a Alemanha ficou com 13,49%. No primeiro trimestre deste ano, a diferença aumentou ainda mais.

 

Segundo especialistas do setor, muitos contratos foram cancelados ou adiados durante o período de vigência das tarifas, dificultando a retomada imediata das negociações.

 

Outro ponto de preocupação envolve o café solúvel, responsável por cerca de 10% das exportações brasileiras do setor. O produto ficou fora da lista de isenção e continua sendo taxado em 10%, o que afetou diretamente o desempenho das vendas externas.

 

A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel informou que as exportações totais do segmento fecharam 2025 com queda de 10,6%, enquanto os embarques destinados aos Estados Unidos recuaram 28%.

 

O governo brasileiro informou que segue buscando alternativas para ampliar mercados internacionais, com destaque para países como China e Austrália, considerados estratégicos para o crescimento das exportações do agronegócio brasileiro.A sobretaxa imposta pelo governo de Donald Trump sobre o café brasileiro em 2025 continua refletindo nas exportações do setor, mesmo após a medida ter sido suspensa meses depois. Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) apontam que os embarques da commodity para os Estados Unidos ainda registram forte retração neste ano.

 

A tarifa adicional de 40% sobre o café exportado pelo Brasil entrou em vigor entre agosto e novembro de 2025. Durante o período, as exportações para o mercado americano despencaram 54,8% em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior.

 

Mesmo com a revogação da medida em novembro, o cenário ainda não voltou ao normal. No primeiro trimestre de 2026, o volume exportado para os EUA caiu 48,3% em relação ao mesmo período de 2025. Em abril, os embarques somaram US$ 136,4 milhões, retração de 46,1% na comparação anual.

 

O tarifaço fez parte da política econômica defendida por Trump durante sua campanha presidencial, com foco na taxação de produtos importados. Em agosto, o governo americano ampliou a cobrança sobre diversos produtos brasileiros, incluindo o café, elevando a tarifa total para 50%.

 

Segundo o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, a alta no preço do café nos Estados Unidos pressionou a inflação e ajudou a motivar a retirada da sobretaxa.

 

“Os preços do café subiram muito acima da inflação média americana, o que aumentou a preocupação do governo com os impactos econômicos internos”, afirmou.

 

Os Estados Unidos seguem como o maior consumidor de café do mundo, embora não sejam produtores do grão. Cerca de 76% da população americana consome café diariamente, o que torna o produto estratégico para a economia local.

 

Em fevereiro deste ano, a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas impostas por Trump, alegando falta de autorização do Congresso para a medida. Apesar disso, o setor cafeeiro brasileiro ainda demonstra preocupação com possíveis novas barreiras comerciais.

 

Historicamente, os Estados Unidos lideravam a compra do café brasileiro. Em 2024, o país importou cerca de 8 milhões de sacas, equivalente a 34% das compras americanas do produto. No entanto, após o tarifaço, a participação dos EUA nas exportações brasileiras caiu significativamente.

 

A Alemanha ultrapassou os americanos e se tornou o principal destino do café brasileiro. Enquanto os EUA responderam por 13,43% das exportações em 2025, a Alemanha ficou com 13,49%. No primeiro trimestre deste ano, a diferença aumentou ainda mais.

 

Segundo especialistas do setor, muitos contratos foram cancelados ou adiados durante o período de vigência das tarifas, dificultando a retomada imediata das negociações.

 

Outro ponto de preocupação envolve o café solúvel, responsável por cerca de 10% das exportações brasileiras do setor. O produto ficou fora da lista de isenção e continua sendo taxado em 10%, o que afetou diretamente o desempenho das vendas externas.

 

A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel informou que as exportações totais do segmento fecharam 2025 com queda de 10,6%, enquanto os embarques destinados aos Estados Unidos recuaram 28%.

 

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O governo brasileiro informou que segue buscando alternativas para ampliar mercados internacionais, com destaque para países como China e Austrália, considerados estratégicos para o crescimento das exportações do agronegócio brasileiro. 

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