Nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros exportados aos EUA entra em vigor nesta sexta-feira (24). Medida foi anunciada poucos dias após outra cobrança, de 25%, começar a valer
O tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ganhou uma nova etapa nesta sexta-feira (24), com a entrada em vigor de uma tarifa adicional de 12,5% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado americano. A cobrança começou a valer poucos dias após outra tarifa, de 25%, ser aplicada a produtos do Brasil.
Na prática, alguns itens passam a enfrentar uma sobretaxa acumulada de 37,5%. A nova tarifa, no entanto, não será aplicada a todos os produtos. Petróleo, café e carne bovina estão entre os itens que ficaram de fora das cobranças, enquanto setores como calçados, máquinas, equipamentos e peças podem enfrentar a alíquota máxima.
A nova medida foi adotada após uma investigação dos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio. Segundo o governo americano, o Brasil e outros países adotam práticas comerciais consideradas desleais relacionadas à fiscalização de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A tarifa de 25%, por sua vez, foi justificada por Washington com alegações de práticas que “oneram ou restringem” o comércio, incluindo questões relacionadas ao Pix e à regulação de plataformas digitais.
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Com as novas regras, os produtos brasileiros passam a se enquadrar em diferentes faixas de cobrança: alguns ficam isentos, outros pagam 12,5% ou 25%, enquanto parte deles acumula as duas tarifas e chega a 37,5%. Produtos que já estão sujeitos a taxas específicas, como aço e alumínio, continuam submetidos a uma alíquota de 50% baseada em outra legislação americana.
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A escalada das tarifas começou em 2025 e passou por diferentes mudanças, incluindo cobranças sobre aço e alumínio, tarifas adicionais e listas de exceções. Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos EUA derrubou o uso de uma lei para tarifas amplas, e Trump adotou uma tarifa global temporária de 10%. Agora, a nova cobrança de 12,5% substitui essa tarifa global para os produtos atingidos. O governo brasileiro rejeitou as medidas e afirmou que pretende acionar a Lei da Reciprocidade e levar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC).