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Tarifaço de Trump já reduz vendas de empresas brasileiras e desafia busca por novos mercados
Foto: Ken Cedeno/Reuters

Pequenas e médias empresas estão entre as mais vulneráveis, enquanto especialistas apontam que diversificar mercados é necessário, mas substituir o tamanho e a importância dos EUA não será simples

O tarifaço imposto pelos Estados Unidos já começa a afetar diretamente empresas brasileiras que dependem do mercado americano. Pequenas e médias companhias relatam queda nas vendas e, em alguns casos, interrupção completa dos negócios. Uma das empresas citadas na reportagem informou que os Estados Unidos respondiam por 40% do faturamento em 2025, mas a participação caiu a zero em 2026.

 

Outra empresa do setor de máquinas e equipamentos registrou redução de até 60% nas vendas para os Estados Unidos. O impacto está relacionado principalmente às tarifas de 50% aplicadas a determinados produtos de aço e alumínio, além das dificuldades provocadas pela falta de previsibilidade nas compras. O governo brasileiro calcula que as exportações para os EUA somaram US$ 17,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, queda de 13% em relação ao mesmo período de 2025.

 

A redução das vendas ocorre em um momento de queda da participação americana no comércio exterior brasileiro. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, os Estados Unidos responderam por 9,4% das exportações brasileiras no primeiro semestre deste ano, contra 12,1% no mesmo período de 2025. Entre os produtos mais afetados estão petróleo, ferro e aço.

 

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Para as empresas, encontrar novos compradores no exterior não é uma tarefa imediata. Além de identificar mercados com capacidade de absorver os produtos, é necessário conquistar clientes, cumprir exigências técnicas e, em alguns casos, adaptar mercadorias às regras de cada país. Especialistas ouvidos pelo g1 também apontam que a diversificação pode reduzir a dependência de um único mercado, mas não substitui rapidamente o volume de negócios dos Estados Unidos.

 

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Enquanto as empresas procuram alternativas, Brasil e Estados Unidos retomaram as negociações comerciais. Os dois governos anunciaram a criação de um grupo de trabalho para discutir as tarifas e outros assuntos relacionados ao comércio bilateral. O Brasil informou que busca a redução das sobretaxas, enquanto os Estados Unidos deverão apresentar uma proposta para definir o escopo das negociações. 

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