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Tati Machado: quais são as principais causas para perda do bebê no fim da gestação?
Foto: Reprodução

Apresentadora perdeu o bebê após 33 semanas de gravidez; causas ainda são investigadas

Na terça-feira, a equipe da apresentadora Tati Machado, que participa dos programas "Saia justa", no GNT, e "Encontro com Patrícia Poeta", na TV Globo, confirmou nas redes sociais que ela perdeu o bebê na reta final da gestação, com 33 semanas.

 

A apresentadora, de 33 anos, deu entrada na maternidade depois de perceber a ausência dos movimentos do bebê. Após ser constatada a parada dos batimentos cardíacos, Tati passou por um processo de indução de parto e se encontra estável e sob cuidados.

 

De acordo com a nota compartilhada pela equipe da apresentadora, as causas para a perda ainda são investigadas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define um natimorto como um bebê que morre ainda no útero após a 28ª semana de gestação. Alguns especialistas consideram já a partir da 20ª semana.

 

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Segundo a organização, quase 2 milhões de casos do tipo são registrados a cada ano no mundo, um a cada 16 segundos, e 40% deles ocorrem durante o trabalho de parto. Há causas conhecidas que podem afetar a mãe, o feto ou os tecidos e órgãos que os conectam, mas em 1 a cada 3 casos não é possível definir o motivo exato do óbito, de acordo com a Cleveland Clinic, nos Estados Unidos.

 

O ginecologista e obstetra Nélio Veiga Junior, doutor em Tocoginecologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), explica que, entre as causas maternas, estão principalmente complicações de condições médicas como hipertensão, diabetes e doenças autoimunes.

 

Além disso, outra causa importante são doenças genéticas: 10 a 20% dos óbitos fetais acontecem com crianças que têm alguma condição do tipo ou alteração cromossômica, explica o especialista.

 

O óbito fetal também pode decorrer de uma infecção, especialmente em países de baixa e média renda, por agentes como toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes, sífilis, zika, Covid, HIV, malária, pneumonia e bactérias.Veiga Junior afirma ainda que é preciso investigar se houve problemas com a placenta, como descolamento, ou com o cordão umbilical.

 

A OMS acrescenta como possíveis causas a restrição de crescimento fetal, quando o bebê não consegue atingir seu potencial de crescimento, e fatores relacionados à idade da mãe e ao tabagismo.

 

De acordo com a Cleveland Clinic, após o óbito ser confirmado há três estratégias que podem ser adotadas:

 

Parto induzido: a mulher recebe uma medicação que normalmente inicia o trabalho de parto em até dois dias após a perda. Pode ser a melhor opção caso a paciente tenha alguma condição médica;

 

Parto natural: a gestante prefere esperar o trabalho de parto começar naturalmente antes de dar à luz ao feto, porém dificulta uma autópsia do bebê e pode levar semanas após a constatação da morte;

 

Cesárea: pode ser indicada uma cesariana de emergência se houver risco à saúde da mãe.

 

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De acordo com Veiga Júnior, de forma geral, o mais comum é optar pela indução de um trabalho de parto, como foi feito com Tati Machado, por apresentar menos riscos para a mãe. 

 

Fonte: O Globo

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