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Taxa de juros sobe e cartão de crédito rotativo pesa no bolso das famílias
Foto: Unsplash

Chip de cartão de crédito: destaque em fevereiro foi o avanço de 11,4 ponto percentual na taxa do cartão de crédito rotativo

Em fevereiro, as famílias brasileiras sentiram no bolso o impacto do aumento das taxas de juros, especialmente no cartão de crédito rotativo. Segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central, a taxa média de crédito livre para pessoas físicas subiu 1 ponto percentual no mês, chegando a 62% ao ano, e 5,4 pontos percentuais em 12 meses. O cartão de crédito rotativo teve alta expressiva de 11,4 pontos percentuais, atingindo 435,9% ao ano, apesar da limitação da cobrança de juros em vigor desde janeiro de 2024.

 

No caso do crédito parcelado, os juros subiram 5,3 pontos percentuais no mês, chegando a 200,2% ao ano. Para empresas, a taxa média de juros nas novas contratações de crédito livre caiu 0,1 ponto percentual no mês, alcançando 24,9% ao ano, com destaque para redução de 3,1 pontos percentuais no capital de giro de até 365 dias.

 

O crédito direcionado, que segue regras do governo, manteve taxas mais baixas: 10,8% ao ano para pessoas físicas e 13,2% para empresas. Considerando todos os tipos de crédito, a taxa média em fevereiro foi de 33% ao ano, refletindo o ciclo de elevação da Selic, atualmente em 14,75% ao ano, usada pelo BC para controlar a inflação.

 

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O spread bancário também aumentou, 0,5 ponto percentual no mês e 2,8 pontos em 12 meses, mostrando a diferença entre o custo de captação dos bancos e as taxas cobradas dos clientes.

 

O estoque total de empréstimos concedidos pelos bancos atingiu R$ 7,145 trilhões, com crescimento de 0,4% em relação a janeiro. O crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$ 21,043 trilhões, alta de 11,8% em 12 meses.

 

Quanto ao endividamento das famílias, a inadimplência (atrasos acima de 90 dias) ficou em 4,3% em fevereiro, e o comprometimento da renda com dívidas subiu para 29,3%. O endividamento total das famílias manteve-se em 49,7%, com 31,3% excluindo o financiamento imobiliário.

 

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O cenário mostra que, mesmo com políticas de contenção, as famílias continuam expostas a juros elevados, principalmente no cartão de crédito, reforçando a importância de planejamento financeiro e atenção ao consumo de crédito rotativo. 

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