Em representação ao TCU, Flávio Bolsonaro apontou suspeitas de irregularidades e prejuízos bilionários recorrentes na estatal
O Tribunal de Contas da União decidiu por unanimidade não acatar o pedido do senador Flávio Bolsonaro de suspender a negociação de um empréstimo de até R$ 20 bilhões destinado à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. O tribunal destacou que ainda não há ato administrativo formalizado que configure objeto concreto para análise cautelar.
O TCU também afirmou que o empréstimo está sendo monitorado por meio do processo 021.622/2025-6, que servirá para subsidiar a análise das contas da estatal. Flávio Bolsonaro havia solicitado investigação sobre a operação de crédito e questionado os prejuízos registrados pelos Correios, que somariam R$ 7 bilhões entre 2024 e 2025.
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Na representação, o senador apontou que atos de agentes do Ministério da Fazenda, do Tesouro Nacional, da Casa Civil da Presidência da República e da própria estatal indicam possíveis irregularidades graves na operação de crédito. Flávio atribuiu ainda ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva a deterioração financeira e administrativa dos Correios, citando prejuízos de R$ 2,6 bilhões em 2024 e R$ 4,4 bilhões apenas no primeiro semestre de 2025.
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Enquanto isso, o debate político em torno do tema segue intenso. O pedido de Flávio Bolsonaro era interpretado por analistas como uma tentativa de pressionar o governo federal sobre a gestão da estatal, gerando repercussão entre parlamentares e no mercado, mas a decisão do TCU reforça que medidas cautelares dependem de atos concretos e formalizados para serem apreciadas.