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Técnico de enfermagem é preso suspeito de torturar adolescente com deficiência durante atendimento domiciliar
Foto: Divulgação

Câmeras de segurança registraram agressões contra paciente de 14 anos, que é cego, acamado e depende de cuidados permanentes.

Um técnico de enfermagem de 28 anos foi preso preventivamente em Campo Grande (MS), suspeito de torturar e agredir um adolescente de 14 anos durante atendimentos de home care. O caso veio à tona após câmeras de segurança instaladas na residência da família registrarem as agressões.

 

A vítima possui encefalopatia crônica, é cega, não se comunica verbalmente e necessita de assistência integral. Segundo os familiares, o profissional prestava atendimento havia cerca de seis meses, período em que o adolescente apresentou piora significativa no quadro de saúde.

 

De acordo com o pai do menino, a família passou a desconfiar do comportamento do técnico após o aumento das convulsões, dificuldades para dormir, crises frequentes de choro e sucessivas internações por broncoaspiração. Também chamou atenção o fato de o adolescente demonstrar medo quando alguém se aproximava de sua cama e apresentar sinais de desidratação, apesar dos cuidados que deveriam estar sendo prestados.

 

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Ao revisar as imagens do sistema de monitoramento da residência, os pais encontraram registros que, segundo a investigação, mostram o suspeito inclinando propositalmente a cadeira de rodas da vítima, aumentando o risco de sufocamento, além de desferir tapas na cabeça e no rosto do adolescente. As gravações também mostram o técnico fumando ao lado da cama do paciente, apesar de ele apresentar problemas respiratórios.

 

Com base nas imagens, a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) solicitou a prisão preventiva do investigado, que foi autorizada pela Justiça. O suspeito passou por audiência de custódia e permaneceu preso.

 

Além da investigação criminal por suspeita de tortura e maus-tratos, a família registrou denúncia junto ao Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Coren-MS), pedindo a cassação do registro profissional do técnico.

 

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Até a publicação do caso, a defesa do investigado não havia se manifestado. As investigações seguem em andamento. 

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