Estudo mostra como subprodutos da indústria avícola podem virar proteínas com potencial uso em cosméticos, alimentos e outros setores
Métodos baseados em tecnologia limpa estão permitindo transformar resíduos do processamento de frango em proteínas de alto valor, como colágeno e queratina. A proposta aproveita partes que antes seriam descartadas, reduzindo impactos ambientais e criando novas oportunidades econômicas.
O estudo, publicado na revista científica SciELO, detalha como subprodutos como pele e penas podem ser processados para extrair compostos úteis. O colágeno é obtido principalmente da pele e tecidos conjuntivos, enquanto a queratina é retirada das penas.
A inovação está no uso de técnicas sustentáveis, que evitam processos químicos agressivos e diminuem a geração de resíduos. Com isso, além de reduzir o desperdício, a tecnologia contribui para tornar a cadeia produtiva mais eficiente e menos poluente.
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Essas proteínas têm ampla aplicação. O colágeno pode ser usado nas indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética, enquanto a queratina é comum em produtos capilares, cosméticos e até materiais biomédicos.
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O reaproveitamento desses resíduos segue o conceito de economia circular, em que materiais que seriam descartados retornam à cadeia produtiva. Apesar do potencial, especialistas apontam que a expansão dessa tecnologia ainda depende de adaptação industrial e viabilidade econômica em larga escala.