O observatório Neil Gehrels Swift encerrou suas atividades científicas e tem previsão de queda para os próximos dias
Um telescópio espacial da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, deve reentrar na atmosfera terrestre após quase 22 anos em órbita. O observatório Neil Gehrels Swift encerrou suas atividades científicas e tem previsão de queda para os próximos dias. A reentrada será descontrolada e não será possível determinar exatamente onde os destroços vão cair.
O Swift fez sua última observação científica em 20 de outubro, quando estava a cerca de 275 quilômetros de altitude.
A maior parte do telescópio, que pesa cerca de 1,5 tonelada, deve se desintegrar durante a passagem pela atmosfera. No entanto, algumas peças feitas de tungstênio, material mais denso que o chumbo, e componentes do espelho podem resistir à reentrada, segundo Brad Cenko, cientista-chefe da missão na Nasa.
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DESTROÇOS PODEM ATINGIR DIFERENTES REGIÕES DO PLANETA
Como o equipamento não possui um sistema capaz de controlar sua descida, não será possível direcioná-lo para uma região específica. A expectativa é que os destroços que resistirem à reentrada caiam no oceano. Ainda assim, áreas da África, Austrália, Índia, Sudeste Asiático e América Central e do Sul estão dentro da possível zona de reentrada.
A Força Espacial acompanha a trajetória do telescópio, que perde altitude gradualmente.
TENTATIVA DE RESGATE NÃO TEVE SUCESSO
A intensa atividade solar registrada nos últimos anos acelerou a queda do Swift. Por isso, há cerca de um ano, a Nasa contratou a empresa Katalyst Space para tentar realizar um resgate emergencial do equipamento.
A companhia desenvolveu um robô de três braços, chamado Link, para se aproximar do observatório. No entanto, o equipamento apresentou problemas após o lançamento, em julho, e não conseguiu chegar a menos de 12 a 15 quilômetros do telescópio. O robô acabou retornando à Terra em setembro.
O QUE O SWIFT DESCOBRIU?
Lançado em 20 de novembro de 2004, com uma missão inicial prevista para durar dois anos, o observatório permaneceu em operação por quase 22 anos.
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Durante esse período, o Swift registrou mais de 2 mil explosões de raios gama e forneceu dados utilizados em cerca de 7 mil artigos científicos, segundo a Nasa.
Fonte:Ig