Observatório Swift encerrou as atividades científicas após falha em missão que tentava elevar sua órbita; maior parte da estrutura deve se desintegrar durante a reentrada na atmosfera.
O telescópio espacial Neil Gehrels Swift, da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), deve reentrar na atmosfera terrestre nas próximas semanas, após mais de 20 anos de atividades. A agência espacial norte-americana anunciou o encerramento da missão na sexta-feira (23), depois que uma tentativa de resgate não conseguiu elevar a órbita do equipamento.
Lançado em novembro de 2004, o observatório foi desenvolvido para estudar explosões de raios gama, fenômenos considerados alguns dos mais energéticos do Universo. Inicialmente, a missão tinha duração prevista de dois anos, mas o telescópio continuou operando por quase 22 anos e contribuiu para importantes descobertas na astronomia.
A descida gradual do Swift ocorre devido ao arrasto atmosférico, que reduz sua altitude ao longo do tempo. O aumento da atividade solar aqueceu e expandiu as camadas superiores da atmosfera terrestre, intensificando a resistência enfrentada pelo equipamento. Como o telescópio não possui propulsores próprios para corrigir a órbita, não consegue impedir a aproximação da Terra.
Veja também

Gestão de Formatos Digitais e Otimização com o Convertio
Ataques cibernéticos batem recorde no sistema financeiro e acendem alerta para fraudes bancárias
Para tentar prolongar a missão, a Nasa contratou a empresa norte-americana Katalyst Space Technologies para desenvolver a espaçonave robótica LINK. O projeto previa que o veículo alcançasse o observatório, capturasse sua estrutura com braços robóticos e o conduzisse a uma órbita mais elevada, permitindo a continuidade das pesquisas científicas.
A espaçonave LINK foi lançada em 3 de julho de 2026, mas apresentou problemas no sistema de propulsão e nos mecanismos responsáveis por manter sua orientação. As falhas impediram a execução da manobra de resgate. Apesar disso, o veículo conseguiu se aproximar do Swift e registrar imagens do observatório no espaço antes do encerramento da tentativa.
A Nasa informou que a maior parte do telescópio deverá se desintegrar durante a passagem pela atmosfera, devido ao intenso aquecimento provocado pelo atrito. No entanto, alguns componentes podem resistir à reentrada e alcançar a superfície terrestre. Até o momento do anúncio, não havia uma data exata nem uma região definida para a queda dos possíveis fragmentos, e o risco de danos em áreas habitadas é considerado baixo.
Durante sua trajetória, o Swift observou mais de 2 mil explosões de raios gama e estudou aproximadamente 1.400 supernovas, além de acompanhar outros fenômenos espaciais, como buracos negros, asteroides e cometas. Os dados obtidos pelo observatório contribuíram para cerca de 7 mil artigos científicos, formando um arquivo que continuará sendo utilizado por pesquisadores mesmo após o fim da missão.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
O encerramento das operações representa o fim de uma das missões de longa duração da Nasa dedicadas ao estudo de fenômenos de alta energia. Apesar do fracasso da tentativa de resgate, a experiência com a espaçonave LINK poderá contribuir para o desenvolvimento de futuras tecnologias de manutenção e reposicionamento de satélites, permitindo que outros equipamentos espaciais tenham sua vida útil prolongada.