Atualização do observatório Super-Kamiokande, no Japão, vai permitir a detecção de neutrinos lançados pela explosão de todas as supernovas
Cientistas estão cada vez mais próximos de detectar vestígios de estrelas que desapareceram há bilhões de anos — os chamados “fantasmas estelares”. Esses sinais não são visíveis diretamente, mas podem ser identificados por meio de partículas conhecidas como neutrinos, que atravessam o universo quase sem interação.
Esses neutrinos são gerados durante explosões de estrelas, como supernovas, e continuam viajando pelo espaço por bilhões de anos. Por isso, funcionam como uma espécie de “registro” cósmico, carregando informações sobre eventos que aconteceram muito antes da formação do Sol e da Terra.
A proposta dos pesquisadores é utilizar telescópios extremamente sensíveis — inclusive instalados em locais subterrâneos — para captar esses sinais raríssimos. A dificuldade está no fato de que os neutrinos quase não interagem com a matéria, tornando sua detecção um grande desafio tecnológico.
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Se confirmada, essa detecção permitirá aos cientistas estudar a história do universo de uma forma inédita, revelando detalhes sobre a morte de estrelas antigas e ajudando a entender como elementos químicos foram espalhados pelo cosmos ao longo do tempo.
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Além disso, a descoberta pode abrir novas portas para a astrofísica, oferecendo pistas sobre a evolução das galáxias e os processos mais extremos do universo.