A gigante chinesa Tencent notificou as autoridades brasileiras sobre a aquisição da startup de inteligência artificial Manus, em um movimento que sucede o veto do governo da China à venda da empresa para a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. A operação integra a reorganização societária da startup após a intervenção de Pequim.
A Meta havia fechado um acordo de cerca de US$ 2 bilhões para adquirir a Manus, mas o governo chinês determinou que a transação fosse desfeita. As autoridades alegaram razões ligadas à proteção de tecnologias estratégicas e ao controle sobre empresas de inteligência artificial em meio à disputa tecnológica entre China e Estados Unidos.
Com a reversão do negócio, a Tencent negocia assumir a posição de principal acionista da Manus, mantendo a empresa sediada em Singapura, mas sob maior influência de investidores chineses. A startup é reconhecida pelo desenvolvimento de agentes de inteligência artificial capazes de executar tarefas complexas de forma autônoma, tecnologia considerada estratégica pelo governo chinês.
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No Brasil, a operação foi comunicada ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), etapa obrigatória para transações que podem produzir efeitos no mercado nacional. A notificação permitirá que o órgão avalie possíveis impactos concorrenciais antes da conclusão do negócio.
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A negociação reforça a crescente disputa global pelo domínio da inteligência artificial. Enquanto os Estados Unidos buscam ampliar a liderança de empresas como Meta, OpenAI e Microsoft, a China intensifica medidas para manter sob controle nacional startups consideradas estratégicas para o avanço tecnológico do país.