Queda na circulação de navios-tanque reflete o aumento das tensões entre Irã e Estados Unidos e acende alerta para o transporte de petróleo e gás na região.
O aumento das tensões no Oriente Médio tem provocado uma redução no tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito. Dados de empresas especializadas em monitoramento marítimo apontam uma queda significativa na circulação de navios nos últimos dias.
Mesmo diante do cenário de instabilidade, navios-tanque continuam cruzando a região. Informações das plataformas Kpler e LSEG indicam que embarcações como o GasLog Shanghai, da empresa grega GasLog, e os navios Al Samriya, Al Dafna, Al Gattara e Al Rayyan, ligados à QatarEnergy, realizaram operações nas proximidades do estreito.
Segundo os dados, parte dessas embarcações atravessou a passagem recentemente, enquanto outras permaneciam fora da área, próximas à costa oeste da Índia. Até o momento, a QatarEnergy e a GasLog não se pronunciaram sobre a situação de seus navios.
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O cenário ganhou novos contornos após relatos de ataques atribuídos ao Irã contra embarcações comerciais e da intensificação das ações militares envolvendo Estados Unidos e Irã. Especialistas do setor afirmam que as estratégias adotadas pelos navios também mudaram diante dos riscos crescentes.
De acordo com Xavier Tang, analista da Vortexa, os ataques recentes passaram a se concentrar em embarcações que utilizam determinadas rotas próximas a Omã, levando empresas a reavaliar seus trajetos para reduzir a exposição ao risco. Além disso, algumas embarcações têm desligado seus sistemas públicos de rastreamento, dificultando o acompanhamento em tempo real.
Levantamentos da Kpler mostram que o número diário de navios-tanque de petróleo e gás liquefeito que atravessaram o Estreito de Ormuz caiu para apenas dez embarcações, o menor volume registrado desde o fim de junho. Nos dias anteriores, o fluxo chegou a 14 e, no início da semana, alcançava 22 navios.
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A redução no movimento reforça as preocupações do mercado internacional com possíveis impactos sobre o abastecimento global de energia e evidencia as medidas de precaução adotadas pelas empresas de navegação diante da instabilidade geopolítica na região.