Equipes de resgate trabalham no local de um prédio que desabou após um terremoto em Caracas, em 25 de junho de 2026. Dois fortes terremotos gêmeos mataram 32 pessoas e feriram mais de 700, disse o presidente interino do país em 25 de junho, depois que os
Os dois terremotos que atingiram o norte da Venezuela na última quarta-feira (24), com magnitudes de 7,2 e 7,5 e intervalo de apenas 39 segundos, foram classificados por especialistas como um “terremoto duplo” ou “sismo gêmeo”, um fenômeno raro que ajuda a explicar a intensidade dos danos registrados no país.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), esse tipo de evento ocorre quando dois tremores de magnitudes semelhantes acontecem em sequência curta e em regiões próximas, mas são gerados por falhas geológicas diferentes. Ou seja, não se trata de um terremoto principal seguido de réplicas menores, mas de dois abalos independentes, ambos com grande liberação de energia.
No caso venezuelano, os epicentros ficaram muito próximos, mas análises indicam que os dois tremores tiveram origens distintas na estrutura geológica da região. Sismólogos explicam que o primeiro abalo pode ter alterado a pressão sobre falhas vizinhas, contribuindo para o segundo evento, ou que as próprias ondas sísmicas tenham desestabilizado áreas já sob tensão.
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A combinação dos dois tremores em um intervalo tão curto aumentou significativamente o impacto na superfície. Além disso, ambos ocorreram em baixa profundidade, o que faz com que a energia chegue com mais força às áreas habitadas. O tipo de solo da região, mais sedimentar, também pode ter amplificado as ondas sísmicas, aumentando a destruição em áreas urbanas como Caracas.
Outro fator importante é que estruturas já abaladas pelo primeiro tremor ficam mais vulneráveis ao segundo, o que contribui para colapsos mais graves de edifícios e infraestrutura.
Embora seja um fenômeno raro, casos semelhantes já foram registrados em outras partes do mundo, como na Turquia e Síria em 2023, quando dois grandes terremotos ocorreram em sequência e provocaram destruição em larga escala.
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Na Venezuela, o “terremoto duplo” resultou em colapso de prédios, danos estruturais e um número elevado de vítimas, segundo autoridades locais, reforçando a preocupação de especialistas com a necessidade de sistemas de alerta mais rápidos e precisos para eventos sísmicos desse tipo.