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TikTok faz acordo com adolescente que acusa redes sociais de causar depressão e ansiedade
Foto: Reprodução

Além desses casos, mais de 30 estados norte-americanos movem uma ação contra a Meta por acusações semelhantes

O TikTok firmou um acordo para encerrar a ação movida por um adolescente de 15 anos, da Flórida, nos Estados Unidos, que acusa a plataforma e outras redes sociais de contribuírem para o agravamento de sua saúde mental. A conciliação foi anunciada nesta quarta-feira (2), poucos dias antes do início de um julgamento considerado histórico sobre a responsabilidade das empresas pelos efeitos psicológicos causados pelo uso compulsivo das redes sociais.

 

Identificado apenas pelas iniciais R.K.C., o adolescente também processa a Meta, controladora do Facebook e Instagram, o Snapchat e o YouTube. Em junho, o Google, empresa responsável pelo YouTube, também chegou a um acordo com a família. Já Meta e Snapchat continuam como rés na ação, cujo julgamento está previsto para começar em 27 de julho, em Los Angeles.

 

Segundo o escritório Morgan & Morgan, que representa o jovem, o acordo com o TikTok encerra a participação da empresa no processo. Os termos da negociação não foram divulgados e a plataforma não admitiu responsabilidade pelas acusações.

 

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De acordo com a ação judicial, o adolescente desenvolveu ansiedade, depressão e pensamentos suicidas em decorrência do uso excessivo das redes sociais. Atualmente, ele segue em tratamento psicológico e psiquiátrico.

 

O processo é acompanhado de perto por especialistas e autoridades norte-americanas, já que pode influenciar milhares de ações semelhantes em andamento nos Estados Unidos. A discussão gira em torno do papel dos algoritmos e dos mecanismos utilizados pelas plataformas para aumentar o tempo de permanência dos usuários, especialmente adolescentes.

 

Nos últimos meses, outras ações também resultaram em acordos milionários. Em março, um júri de Los Angeles condenou a Meta e o Google ao pagamento de US$ 6 milhões a uma jovem que alegou ter desenvolvido dependência das plataformas. Em maio, Meta, Snapchat, TikTok e YouTube concordaram em pagar cerca de US$ 27 milhões a um distrito escolar de Kentucky para encerrar outro processo relacionado aos impactos das redes sociais sobre estudantes.

 

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Além desses casos, mais de 30 estados norte-americanos movem uma ação contra a Meta por acusações semelhantes. O processo pode ir a julgamento ainda neste ano e reforça a crescente pressão sobre as empresas de tecnologia em relação à proteção da saúde mental de crianças e adolescentes.

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