Famílias denunciam que ônibus mantidos pelo município teriam deixado de transportar estudantes da zona rural matriculados na rede estadual
Da Redação do “PORTAL DO ZACARIAS” — Minha gente, criança querendo estudar deveria ser motivo de orgulho para qualquer administração pública. Em Borba, no interior do Amazonas, porém, pais de alunos da zona rural estão enfrentando justamente o problema contrário: como fazer os filhos chegarem à escola?
Uma denúncia encaminhada ao “PORTAL DO ZACARIAS” aponta que estudantes residentes em comunidades rurais e matriculados em escolas da rede estadual de ensino estariam ficando sem o transporte escolar mantido pelo município.
Segundo relatos das famílias, ônibus que fazem o transporte de estudantes nas comunidades teriam deixado de levar os alunos da rede estadual.
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E aí surge a pergunta que está revoltando mães e pais:
A criança mora na zona rural, precisa do ônibus para estudar, mas vai ficar sem transporte simplesmente porque sua escola pertence à rede estadual?
PAIS APONTAM DETERMINAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL
De acordo com a denúncia recebida pela reportagem, a suspensão teria ocorrido após uma determinação atribuída à administração do prefeito Toco Santana, que tem como vice-prefeito Toinho Cidade.
É importante deixar claro: trata-se da versão apresentada pelas famílias, e a Prefeitura de Borba precisa esclarecer oficialmente se houve essa determinação, qual sua fundamentação e quais estudantes foram atingidos.
Mas enquanto a explicação não chega, quem sofre é o aluno.
Uma mãe procurou a reportagem justamente para cobrar respostas do prefeito e do vice-prefeito.
A pergunta dela é simples:
Se o ônibus passa pela região e existem crianças precisando chegar à escola, por que elas não podem embarcar?
CRIANÇA NÃO PODE PAGAR A CONTA DE BRIGA BUROCRÁTICA
Minha gente, pouco importa para uma criança se existe convênio, acordo, responsabilidade municipal, estadual ou qualquer outra discussão administrativa.
Ela precisa chegar à escola.
É responsabilidade do poder público encontrar a solução dentro da legislação, definir quem paga, quem contrata, quem fornece o veículo e quem executa o serviço.
O que não pode acontecer é a criança ficar na estrada esperando uma solução que nunca chega.
Quem vive na zona urbana talvez não consiga imaginar o tamanho do problema.
Na zona rural do Amazonas, distância não significa apenas atravessar três ou quatro ruas. Existem alunos que moram longe da escola e dependem integralmente do transporte oferecido pelo poder público.
Sem ônibus, muitas famílias simplesmente não possuem outra alternativa.
VÍDEO MOSTRA A REALIDADE DOS ESTUDANTES
Imagens encaminhadas à reportagem mostram estudantes na zona rural e ajudam a dimensionar a realidade enfrentada por essas famílias.
Não estamos falando de luxo.
Não estamos falando de benefício supérfluo.
Estamos falando de transporte para estudar.
Para uma família que vive distante da escola, a falta desse serviço pode representar ausência em sala de aula, perda de conteúdo, queda no rendimento e, no pior cenário, abandono escolar.
E aí perguntamos:
Quem responderá se esses estudantes começarem a perder aulas porque não possuem como chegar à escola?
TOCO SANTANA E TOINHO CIDADE PRECISAM EXPLICAR
O prefeito Toco Santana e o vice Toinho Cidade precisam esclarecer publicamente o que está acontecendo.
Existe determinação para que ônibus municipais não transportem estudantes da rede estadual?
Se existe, quem tomou essa decisão?
Qual foi a justificativa?
Existe algum acordo entre Prefeitura e Governo do Estado para atender esses alunos?
Se não existe, o que está sendo feito para resolver o problema?
E quantas crianças estão atualmente sem transporte?
São perguntas objetivas que merecem respostas igualmente objetivas.
REDE MUNICIPAL OU ESTADUAL? PARA A MÃE, É O FILHO DELA
Aqui está talvez o ponto que a burocracia muitas vezes esquece.
Para a Prefeitura, pode existir aluno municipal e aluno estadual.
Para o Governo do Estado também.
Para uma mãe, existe apenas o filho dela.
É esse filho que acorda cedo, coloca o uniforme, pega a mochila e precisa chegar à sala de aula.
É por isso que transformar a responsabilidade pelo transporte numa disputa entre entes públicos seria empurrar para as famílias um problema que elas não criaram.
Prefeitura e Estado precisam conversar e resolver.
EDUCAÇÃO NÃO É FAVOR
Acesso à educação não pode depender da boa vontade de quem ocupa temporariamente uma cadeira no poder público.
E, em áreas rurais, garantir esse acesso passa necessariamente por enfrentar o problema do deslocamento dos estudantes.
Não adianta manter escola funcionando se o aluno não consegue chegar até ela.
Não adianta falar em educação como prioridade durante discurso e deixar uma criança olhando para a estrada esperando um ônibus que não vem.
Educação não é favor político.
O OUTRO LADO PRECISA SER OUVIDO
O “PORTAL DO ZACARIAS” deixa espaço aberto para que a Prefeitura de Borba, o prefeito Toco Santana, o vice-prefeito Toinho Cidade e os órgãos responsáveis pelo transporte escolar apresentem sua versão, esclareçam a situação e informem quais providências estão sendo adotadas.
Se existe impedimento jurídico ou administrativo, que seja explicado.
Se existe responsabilidade do Governo do Estado, que seja demonstrada.
Se o transporte está funcionando normalmente, que a Prefeitura apresente as informações e conteste a denúncia.
O que não pode acontecer é deixar os pais sem resposta e os estudantes sem solução.
A PERGUNTA QUE BORBA QUER VER RESPONDIDA
Minha gente, no final dessa história não deveria existir lado político.
Existe uma criança com mochila nas costas querendo estudar.
Existe uma família que precisa mandá-la para a escola.
E existe o poder público, que precisa encontrar uma solução.
Portanto, Toco Santana e Toinho Cidade precisam explicar o que está acontecendo.
Porque, quando o ônibus deixa de levar uma criança para a escola, a discussão deixa de ser apenas administrativa.
Passa a ser uma discussão sobre o futuro dela.
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PAIS DE ALUNOS DA ZONA RURAL DE BORBA: