Registros indicam injeção de R$ 35 milhões em fundo ligado à compra de participação no resort
Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro apontam cobranças para que fossem feitos aportes em um fundo de investimentos que adquiriu a participação do ministro do STF, Dias Toffoli, no resort Tayayá. As conversas envolvem o cunhado e operador de Vorcaro, Fabiano Zettel.
A operação teria ocorrido por meio de uma triangulação com outro fundo de investimento em ambos, direta ou indiretamente, Zettel aparece como único cotista. Segundo informações reveladas pelos jornalistas Luiz Vassallo e Aguirre Talento, os extratos bancários mostram que os aportes somaram R$ 35 milhões.
As datas das transferências coincidem com mensagens encontradas no aparelho de Vorcaro que mencionariam a necessidade de enviar os recursos. O último aporte, no valor de R$ 14,5 milhões, teria sido realizado pouco antes de Toffoli deixar formalmente a sociedade do empreendimento.
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Inicialmente, havia sido divulgado que Zettel teria desembolsado R$ 3,3 milhões pela participação no resort. No entanto, os novos dados indicam que o volume total de recursos injetados no Tayayá foi dez vezes maior.
Toffoli nega ter recebido qualquer valor irregular e afirma que todas as operações comerciais relacionadas ao resort foram legais e devidamente declaradas à Receita Federal. O ministro também sustenta que não mantém proximidade com Vorcaro, embora haja registros de convite para sua festa de aniversário e quatro ligações telefônicas entre os dois.
Diante da repercussão do caso, Toffoli passou a contar com o apoio do consultor Márcio Aith, ex-secretário de Comunicação do STF durante sua presidência. Aith, ex-jornalista, é considerado um aliado próximo do ministro e já atuou em momentos estratégicos de sua gestão à frente da Corte.
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O episódio amplia a pressão sobre o magistrado, que enfrenta crescente escrutínio público em razão das novas revelações envolvendo o empreendimento.