Momento em que foi iniciada a transferência, e familiares não queriam deixar os ônibus saírem do local levando os policiais custodiados
Três ônibus foram utilizados na transferência de 70 policiais militares no início da tarde desta terça-feira, 12, para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), localizada no quilômetro 8 da rodovia BR-174.
A Operação Sentinela Maior, que foi planejada para ser concluída com bastante tranquilidade e segurança, coordenada pelo Ministério Público do Amazonas, Polícia Militar e Secretaria de Administração Penitenciária, fugiu do controle quando os policiais custodiados reagiram e se negaram a ser transferidos da unidade prisional que funcionava no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus.
O problema tomou dimensões ainda maiores quando dezenas de familiares dos policiais militares iniciaram um protesto e entraram em confronto com as tropas do Comando de Policiamento Especializado (CPE), Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) e o Batalhão de Choque.
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Muito tumulto e protestos marcaram a transferência do
começo ao final da Operação Sentinela Maior
Oficiais da própria corporação, juntamente com uma comissão formada por representantes da Seap e do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio da 60ª PROCEAPSP, tiveram que negociar a cotinuidade da operação de transferência que só aconteceu por volta das 12h30 da tarde com mais de seis horas de atraso.
Antes da transferência ser iniciada, a frente do Núcleo Prisional da PMAM quase foi transformada em um campo de guerra, com policiais e os familiares dos PM's custodiados trocando empurrões, muita troca de ofensas morais e participação de advogados, que desde o começo da manhã, denunciavam o que chamaram de total desrespeito aos direitos dos seus clientes que têm direito à prisão especial.
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Vários familiares se colocaram em frente aos ônibus
para tentar impedir que saíssem do local
(Fotos: Divulgação)
A Secretaria de Administração Penitenciária confirmou que o Núcleo Prisional que funcionava prvisoriamente no bairro Monte das Oliveiras, será totalmente desativado e que os policiais militares permanecerão custodiados na nova unidade estruturada onde já funcionou o Centro de Detenção Provisória Feminino.
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O Ministério Públido do Amazonas também confirmou que a criação da nova unidade prisional militar, encerra as atividades de custódia no antigo núcleo, após a constatação de problemas estruturais e operacionais no local.