Atualmente, o tratamento para Parkinson é feito com medicamentos que repõem a dopamina no cérebro, mas com o tempo os efeitos se reduzem
Um tratamento inovador para a doença de Parkinson está renovando a esperança de milhões de pacientes ao utilizar o transplante de células-tronco diretamente no cérebro para substituir neurônios danificados pela doença. A terapia recebeu autorização condicional no Japão e pode começar a ser oferecida ainda em 2026.
O procedimento utiliza células pluripotentes induzidas (iPS), produzidas em laboratório a partir de células adultas reprogramadas. Essas células são transformadas em neurônios produtores de dopamina, substância cuja perda está diretamente ligada aos sintomas do Parkinson, como tremores, rigidez muscular e lentidão dos movimentos.
Nos estudos realizados até agora, pacientes apresentaram melhora dos sintomas motores e os exames indicaram que as células transplantadas continuaram produzindo dopamina. Os pesquisadores também não observaram crescimento anormal das células nem efeitos graves relacionados ao procedimento durante o período de acompanhamento.
Veja também

Perda auditiva pode aumentar risco de demência; especialistas alertam para sinais de atenção
Anvisa determina atualização da vacina contra a covid-19 para novas variantes
Apesar dos resultados animadores, os especialistas ressaltam que a terapia ainda está em fase de avaliação. A aprovação concedida pelas autoridades japonesas é temporária e exige que novos estudos continuem monitorando a segurança e a eficácia do tratamento antes de uma liberação definitiva.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Atualmente, o Parkinson afeta cerca de 10 milhões de pessoas no mundo e ainda não tem cura. Os tratamentos disponíveis controlam os sintomas, mas não impedem a progressão da doença. A nova abordagem é considerada um dos avanços mais promissores da medicina regenerativa e pode abrir caminho para uma nova geração de terapias contra doenças neurodegenerativas.